PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, mas desafios à vista!
O PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, mas especialistas alertam para uma desaceleração econômica nos próximos meses. Descubra os detalhes!
Crescimento do PIB do Brasil no Primeiro Trimestre de 2026
O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil apresentou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026, alinhando-se às expectativas do mercado. Apesar desse resultado positivo, a previsão é de uma desaceleração da atividade econômica nos próximos trimestres, conforme aponta Gabriel Couto, economista do Santander.
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Couto destacou que o desempenho favorável do primeiro trimestre está relacionado a fatores como transferências governamentais significativas e um mercado de trabalho que, segundo ele, “em alguma medida, surpreendeu positivamente”. Esses elementos, juntos, ajudam a explicar o crescimento observado.
No entanto, a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória, alertou que esse cenário não é sustentável a longo prazo.
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Expectativas para o PIB em 2026
“Isso não é muito sustentável ao longo do ano”, afirmou Vitória. Ela acredita que o PIB deve crescer menos em 2026 em comparação ao ano anterior. Para os trimestres restantes de 2026, a projeção do Santander indica uma média de crescimento trimestral de 0,4%, um número bem abaixo do esperado.
De acordo com Couto, essa situação reflete o impacto mais acentuado da política monetária, à medida que o impulso fiscal começa a se dissipar. “É um cenário que começa a sentir um pouco mais esse efeito dos juros na medida em que esse impulso fiscal vai se esvaindo”, explicou o economista.
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Cenário Econômico e Desafios Futuros
Segundo Marianna Costa, economista-chefe da Mirae, o Brasil enfrenta um cenário semelhante ao de anos anteriores, onde o início do ano apresenta uma atividade econômica mais robusta, seguida de uma desaceleração nos trimestres seguintes. “Estamos mais para o segundo caso”, afirmou, referindo-se à possibilidade de um crescimento instável, sem uma tendência real de expansão sustentada.
Ela também mencionou que a crescente dívida da população deve pressionar o consumo nos próximos meses, reduzindo um dos principais motores do crescimento econômico recente. Para 2027, o Santander projeta uma desaceleração adicional, com uma estimativa de crescimento anual de apenas 1%, em comparação com 1,8% para 2026.
Segundo Couto, essa desaceleração se deve à continuidade da política monetária restritiva e a um impulso fiscal que, na visão do economista, “não ajuda tanto quanto ajudou este ano”. “De maneira geral, são fatores que corroboram para um crescimento mais baixo do que a gente tende a ver em 2026”, concluiu.