PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026; consumo das famílias surpreende
O PIB do Brasil cresce 1,1% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por Agropecuária, Indústria e Serviços. Descubra os detalhes desse avanço econômico!
PIB do Brasil Cresce 1,1% no Primeiro Trimestre de 2026
Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta sexta-feira (29) indicam que o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil registrou um crescimento de 1,1% no primeiro trimestre de 2026. Esse avanço foi impulsionado pelo desempenho positivo dos três setores da economia: Agropecuária (2,0%), Indústria (1,0%) e Serviços (0,5%).
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Em valores correntes, o PIB brasileiro atingiu R$ 3,3 trilhões.
Antonio Ricciardi, economista do Banco Daycoval, destacou que a variação anual do PIB foi de 1,8%, enquanto a variação entre trimestres ficou em 1,1%. Ele acredita que esses resultados confirmam a expectativa do banco de uma atividade econômica mais robusta no início do ano, atribuída a “incentivos pontuais do governo”.
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Consumo das Famílias e Expectativas Futuras
No primeiro trimestre de 2026, a Despesa de Consumo das Famílias apresentou um aumento de 1,7%. Luiz Otávio Leal, economista-chefe da G5, considera esse crescimento um dos principais fatores que influenciam os resultados trimestrais. “O aumento no consumo das famílias, impulsionado por incentivos, foi surpreendente”, avaliou.
Por outro lado, Henrique Alencar, analista do Núcleo de Contas Nacionais do FGV Ibre, expressou preocupação com o aumento da dívida pública bruta, que avançou 0,4% devido aos incentivos governamentais. “O crescimento da dívida pública é uma questão preocupante, embora esteja ocorrendo de forma gradual”, afirmou.
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Ele também mencionou que a possibilidade de cortes na taxa de juros em 2026 deve ser lenta.
Desempenho da Indústria e Investimentos
Antonio Ricciardi ressaltou o bom desempenho da indústria, especialmente a extrativa, que é menos afetada pela política monetária. “Isso indica uma recuperação do setor”, explicou. Letícia Moschioni, especialista em Business e sócia da Finscale, e Peterson Rizzo, Head de Relações com Investidores da Multiplike, alertaram para a taxa de investimento do PIB e as exportações.
Moschioni destacou que a taxa de investimento de 16,5% do PIB é insuficiente para um país que precisa aumentar sua produtividade e infraestrutura.
Rizzo acrescentou que o aumento das importações em 4,4% e a queda nas exportações refletem uma demanda interna forte, pressionando a balança comercial. Assim, a expectativa é de que a economia desacelere nos próximos trimestres.
Projeções de Crescimento
Ricciardi mencionou que a expectativa do banco é inferior à média do mercado, que projeta um crescimento em torno de 1,89%. “Continuamos prevendo um crescimento de 0,3% do PIB para o segundo trimestre, 0,1% para o terceiro e 0,2% para o quarto, totalizando um crescimento de 1,7% ao final do ano”, explicou.
O pesquisador do FGV Ibre observou que a tendência de desaceleração se iniciou em 2024 e deve continuar em 2026, influenciada por fatores externos, como a guerra e incertezas relacionadas às eleições. Apesar disso, Leal acredita que o crescimento observado no primeiro trimestre sugere um desempenho mais alinhado com as expectativas do governo. “É difícil imaginar que não teremos um crescimento de pelo menos 0,3% nos próximos trimestres”, concluiu.