PF Solicita Dados Sobre Filme de Bolsonaro Após Vazamento de Acordo
Bolsonarismo sob investigação: PF busca detalhes de filme após vazamento de acordos milionários envolvendo recursos públicos e financiamentos internacionais.
A Polícia Federal solicitou à Agência Nacional do Cinema (Ancine), na terça – feira passada, dia 18 de agosto, informações detalhadas sobre o filme “Dark Horse”, a cinebiografia que conta com ex – presidente Jair Bolsonaro.
Os dados são cruciais para apurar possíveis irregularidades e foram revelados nesta sexta – feira, 21 de agosto de 2026, pelo jornalista Rafael Moraes Moura em coluna da Malu Gaspar no jornal Estadão, conforme confirmação feita também ao Poder360.
A agência terá um prazo de dez dias corridos para encaminhar os registros aos investigadores federais.
Escopo do inquérito: recursos públicos envolvidos
Segundo o material divulgado pela imprensa especializada, a PF busca entender não apenas sobre o longa cinematográfico — mas principalmente se ele recebeu incentivos fiscais ou qualquer tipo de recurso público federal e benefícios previstos nas políticas que financiam o setor audiovisual brasileiro.
Essa investigação faz parte de uma apuração maior em curso perante o Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro André Mendonça. O filme passou recentemente ao foco da Justiça após documentos vazados pelo jornal Intercept Brasil mostrarem um acordo para financiar sua produção no valor aproximado de US 24 milhões.
Os registros apontam ainda detalhes financeiros específicos: foram identificadas movimentações como os 10,6 milhões — equivalentes a R 61 milhões —, transferidos entre fevereiro e maio de 2025 diretamente para Havengate Development Fund LP nos Estados Unidos.
Este fundo está ligado ao advogado Paulo Calixto, que é o representante legal do ex – deputado federal cassado por Bolsonaro (PL.
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Problemas na filmagem em território nacional
A atenção da Justiça também se voltou às questões operacionais no Brasil. Em junho deste ano, um registro foi feito sobre obra estrangeira destinada à distribuição local; contudo, posteriormente houve uma autuação contra Go Up Entertainment.
De acordo com a Ancine, essa produtora recebeu advertência devido a irregularidades relacionadas justamente à realização das gravações de “Dark Horse” dentro do país sem comunicação prévia e adequada aos órgãos competentes. A legislação exige que produções internacionais realizadas aqui sejam feitas sob responsabilidade exclusiva de empresas registradas junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine.
Os problemas financeiros foram acompanhados por declarações públicas contraditórias: em 14 de maio deste ano Eduardo Bolsonaro foi visto via fundo de investimento nos Estados Unidos; no dia seguinte ele afirmou publicamente na quinta – feira, 20 de agosto — durante campanha em São Paulo —, o caso “Dark Horse” ser transparente.
A produtora Go Up Entertainment pertence a Karina Ferreira da Gama, empresária também responsável pelo Instituto Conhecer Brasil. Este instituto está envolvido com questões judiciais perante o STF após um episódio que envolveu R 2 milhões destinados pela produção do deputado federal (PL – SP) para filmes e uso indevida por meio de uma emenda parlamentar feita ao Supremo Tribunal Federal em 25 de maio deste ano.