PF prende 3 na Operação Mensageiro por propina de R 50 mi em contratos de ônibus em SP

A Operação Mensageiro da PF mirou contratos superfaturados e propinas de R 200 mil mensais na gestão de transportes de São Paulo.

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A Polícia prendeu 3 pessoas na Estação de São Paulo, no Brásil, no 27 de janeiro de 2026 — a Polícia Federal prendeu 3 pessoas e cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na “Operação Mensageiro“, que investiga um esquema de corrupção envolvendo a prefeitura de São Paulo e a empresa de transporte público Viação Metropolitana.

As prisões ocorreram na manhã desta terça – feira, em endereços ligados a servidores públicos e empresários do setor de transportes.

Segundo a PF, o esquema movimentou cerca de R 50 milhões em propinas entre 2019 e 2024. Os valores eram pagos pela Viação Metropolitana a agentes públicos da Prefeitura de São Paulo em troca de contratos superfaturados e benefícios indevidos na concessão de linhas de ônibus.

A investigação começou em 2023, após denúncia anônima ao Ministério Público de São Paulo (MPSP.

Alvos da operação

Entre os presos está o secretário municipal de Transportes, Carlos Alberto de Oliveira, conhecido como “Carlão”. Ele foi detido em sua residência, no bairro do Morumbi, na zona oeste da capital paulista. Também foram presos o diretor financeiro da Viação Metropolitana, Paulo Sérgio dos Santos, e o lobista José Eduardo da Silva, apontado como intermediário do esquema.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 12 endereços, incluindo a sede da Viação Metropolitana, no bairro da Barra Funda, e a Secretaria Municipal de Transportes, no centro de São Paulo. A PF apreendeu documentos, computadores e celulares que serão analisados para aprofundar as investigações.

Esquema de propinas

De acordo com as investigações, a Viação Metropolitana pagava propinas mensais de R 200 mil a servidores da prefeitura. Em troca, a empresa recebia informações privilegiadas sobre licitações e tinha suas linhas de ônibus renovadas sem concorrência pública.

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O esquema era operado por meio de contratos fictícios de consultoria e prestação de serviços.

A PF também identificou que o lobista José Eduardo da Silva usava empresas de fachada para receber os pagamentos e repassar o dinheiro aos servidores. As transações eram feitas em espécie ou por meio de contas no exterior, dificultando o rastreamento.

A investigação aponta que o esquema envolvia pelo menos 10 servidores públicos e 5 empresas de transporte.

Próximos passos

Os presos foram encaminhados para a sede da PF em São Paulo, onde prestarão depoimento. Eles responderão pelos crimes de corrupção ativa, corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. A Justiça Federal determinou o bloqueio de bens e contas bancárias dos investigados, no valor de até R 50 milhões.

A Prefeitura de São Paulo informou, em nota, que “colabora com as investigações e aguarda o desenrolar dos fatos para tomar as medidas cabíveis”. Já a Viação Metropolitana disse que “repudia qualquer ato de corrupção e se coloca à disposição das autoridades para esclarecer os fatos”.

A operação continua em andamento, com novas diligências previstas para as próximas semanas.