PF Solicita Autorização para Compartilhar Provas em Inquérito
A Polícia Federal (PF) solicitou ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a autorização para compartilhar as provas coletadas no inquérito que investiga o ex-deputado federal. O pedido foi feito pela Diretoria de Inteligência Policial da PF e visa permitir que a Corregedoria utilize elementos do inquérito 4.995, que está em andamento no STF e investiga a atuação do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) nos Estados Unidos em relação a autoridades brasileiras.
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Conforme o documento, o procedimento interno foi instaurado para apurar a responsabilidade funcional de Eduardo, que é escrivão da Polícia Federal. A Corregedoria aponta que existem indícios de que o deputado teria ofendido, ameaçado e exposto servidores da corporação na mídia em julho de 2025, com o intuito de constrangê-los e intimidá-los devido à sua atuação em investigações supervisionadas pelo Supremo.
Improbidade Administrativa e Transgressão Disciplinar
A PF afirma que a conduta do ex-deputado pode ser caracterizada como ato de improbidade administrativa e transgressão disciplinar, uma vez que viola princípios da administração pública e compromete o exercício da função policial. Desde fevereiro de 2025, o ex-deputado reside nos Estados Unidos, e a PF já havia determinado, em janeiro de 2026, que ele poderia enfrentar “providências administrativas e disciplinares cabíveis” em caso de “ausência injustificada”.
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Inquérito 4.995 e Ações da PGR
O Inquérito 4.995 foi instaurado pelo ministro Alexandre de Moraes em maio de 2025, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na representação, a PGR destacou que o parlamentar fez declarações públicas e postagens em redes sociais defendendo que autoridades norte-americanas impusessem sanções a ministros do STF, membros da PGR e policiais federais envolvidos em investigações relacionadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Segundo a procuradoria, essas manifestações teriam um caráter intimidatório e poderiam configurar crimes como coação no curso do processo, obstrução de investigação de organização criminosa e tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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A solicitação da PF busca agora utilizar os elementos reunidos nesse inquérito para apoiar a investigação administrativa que está sendo conduzida internamente pela corporação.
