A Polícia Federal localiza 15 perfis que promovem a trend “Caso ela diga não”, expondo a violência contra mulheres. Entenda a gravidade dessa situação!
A Polícia Federal (PF) já localizou 15 perfis que compartilharam o conteúdo original dos vídeos da trend “Caso ela diga não”, que promovem a violência contra mulheres em resposta a negativas em situações de cantadas ou pedidos de casamento.
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De acordo com o inquérito da Diretoria de Repressão a Crimes Cibernéticos, esses perfis são de 2024 e 2025, e a maior parte do conteúdo que se tornou viral foi publicada no ano passado.
No início deste mês, que marca o Dia Internacional da Mulher, os vídeos ganharam ainda mais visibilidade, gerando reações e denúncias. Em resposta a essas queixas, a plataforma removeu todos os vídeos por violarem suas diretrizes de conteúdo. Os próximos passos da investigação estão sendo definidos pelos delegados que foram consultados.
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A apuração da PF teve início após a circulação de vídeos em que homens simulam reações violentas diante de uma negativa em contextos românticos. Ao ouvirem um “não”, eles representam agressões físicas, como socos e simulações de facadas ou tiros.
A diretoria de Crimes Cibernéticos solicitou a remoção dos perfis que divulgaram esses conteúdos, e a plataforma já atendeu ao pedido.
A PF também requisitou a preservação dos dados dos perfis para inclusão no inquérito, e as informações coletadas serão analisadas pelos investigadores. Os vídeos frequentemente começam com gestos românticos, mas após uma encenação de rejeição, os autores simulam agressões contra as mulheres.
A repercussão da trend gerou uma resposta imediata nas redes sociais, com diversos influenciadores condenando a prática. A influencer Hana Khalil destacou que os vídeos normalizam a violência contra a mulher e a criminalização da misoginia. Essa investigação ocorre em um contexto alarmante, já que o Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios da última década.
No total, foram 1.568 mulheres assassinadas em razão de sua condição de gênero, representando um aumento de 4,7% em relação a 2024, que teve 1.492 casos. Os dados indicam que, em média, quatro mulheres foram assassinadas por dia no Brasil no ano passado.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.