PF conclui investigação sobre Gerson Palermo e Desembargador Divoncir Maran; entenda o caso!

A Polícia Federal conclui investigação sobre Gerson Palermo e o desembargador Divoncir Maran, revelando ligações perigosas. Descubra os detalhes!

26/05/2026 04:16

3 min

PF conclui investigação sobre Gerson Palermo e Desembargador Divoncir Maran; entenda o caso!
(Imagem de reprodução da internet).

Investigação da PF sobre Gerson Palermo e Desembargador Divoncir Maran

A Polícia Federal (PF) finalizou a investigação relacionada à fuga do traficante Gerson Palermo, que supostamente tem ligação com o desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul. O caso foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Maran é mencionado em investigações sobre lavagem de dinheiro e organização criminosa. Até o momento, a defesa do magistrado não foi localizada.

Em 2020, Maran autorizou a soltura de Gerson Palermo, que estava preso no presídio federal de Campo Grande (MS). No mesmo dia em que recebeu a prisão domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica, Palermo conseguiu quebrar o dispositivo e fugiu. Seis anos após a fuga, ele permanece foragido e figura na lista dos mais procurados do Sistema Único de Segurança Pública.

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Histórico Criminal de Gerson Palermo

Palermo foi condenado a quase 126 anos de prisão e é considerado um dos líderes do PCC (Primeiro Comando da Capital). Em agosto de 2000, ele participou do sequestro de um Boeing 727 da antiga Vasp, que saiu do Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu com destino a Curitiba.

O avião foi sequestrado cerca de 20 minutos após a decolagem e forçado a pousar em Porecatu (PR), onde o grupo roubou malotes do Banco do Brasil, totalizando cerca de R$ 5,5 milhões. Por esse crime, Palermo recebeu uma pena de 66 anos e 9 meses de prisão.

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Em março de 2017, a PF deflagrou a Operação All In, que investigou um esquema de tráfico internacional de drogas, e Palermo foi identificado como um dos chefes do grupo. A cocaína era transportada da Bolívia em aviões até Corumbá (MS) e, em seguida, levada em caminhões para outros estados.

Por tráfico e associação para o tráfico, ele foi condenado a mais 59 anos de prisão, totalizando quase 126 anos de pena.

Suspeitas sobre o Desembargador Maran

Apesar das condenações, Palermo foi libertado por um plantão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul. Mensagens encontradas nos celulares de assessores do gabinete reforçam a investigação da PF, sugerindo que a decisão judicial pode ter sido influenciada.

O habeas corpus, que possui 208 páginas, foi analisado em apenas 40 minutos. A prisão domiciliar foi concedida durante a pandemia de Covid-19, com a justificativa de problemas de saúde, embora o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) tenha indicado a ausência de laudo médico que comprovasse tal condição.

Uma das mensagens encontradas pela PF diz: “Vai entrar esse HC, chefe pediu para prover”. Outra assessora menciona: “foi determinação do desembargador”. O caso foi submetido a um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), resultando em punição ao desembargador em março deste ano.

Decisões do STF e Futuro do Desembargador

O Supremo Tribunal Federal (STF) irá analisar nesta semana a possibilidade de revogar a aposentadoria compulsória de magistrados. A discussão ocorrerá na terça-feira (26), sob a análise da Primeira Turma da Corte. Em março, o ministro Dino decidiu que a aposentadoria compulsória não deve ser utilizada como “punição” para magistrados, e que infrações graves devem resultar na perda do cargo.

O espaço permanece aberto para manifestações da defesa do desembargador.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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