Guerra na Ucrânia eleva preço do petróleo e pressiona combustíveis no Brasil
Barril do tipo Brent segue acima de US$ 100 com trégua incerta entre Rússia e Ucrânia e novos ataques houthis na Arábia Saudita.
Os preços do petróleo operam em alta nesta segunda-feira (12), com investidores avaliando as declarações de Donald Trump de que Rússia e Ucrânia concordaram em interromper ataques a instalações energéticas — ainda que Kiev já tenha afirmado que Moscou violou os termos do acordo.
A cotação da commodity também é pressionada por novos ataques dos houthis na Arábia Saudita, o que impede um alívio maior nos preços e mantém o barril acima de US$ 100.
Trump anuncia trégua em infraestrutura energética
Em pronunciamento, o ex-presidente dos Estados Unidos afirmou que as partes envolvidas no conflito aceitaram cessar os bombardeios contra alvos do setor de energia. A declaração foi recebida com cautela pelos mercados, já que a Ucrânia nega o cumprimento do acordo por parte da Rússia.
Analistas apontam que a falta de confiança entre os lados mantém o risco de interrupção no fornecimento de petróleo e gás, especialmente com a proximidade do inverno no Hemisfério Norte.
Houthis intensificam ataques na Arábia Saudita
No Oriente Médio, novas ofensivas do grupo houthi contra alvos na Arábia Saudita elevaram a tensão na região. Os ataques, que atingiram instalações civis e militares, geraram temores de que a produção saudita possa ser afetada.
A Arábia Saudita é um dos maiores exportadores de petróleo do mundo, e qualquer ameaça à sua infraestrutura tende a impulsionar os preços globais. O mercado acompanha de perto a resposta de Riad aos ataques.
Barril acima de US$ 100 com riscos de oferta
A combinação dos dois fatores — a trégua incerta no Leste Europeu e a escalada de violência no Oriente Médio — mantém o petróleo em patamares elevados. O barril do tipo Brent, referência internacional, opera acima de US$ 100, com investidores cautelosos diante do cenário de oferta restrita.
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Especialistas avaliam que, enquanto não houver um cessar-fogo efetivo na Ucrânia e uma redução das hostilidades na Arábia Saudita, a tendência é de que os preços permaneçam voláteis e elevados no curto prazo.