Petróleo registra flutuações e tende a segunda queda semanal com incertezas nas negociações EUA-Irã
Flutuações nos preços do petróleo refletem a incerteza gerada pelo cancelamento das negociações entre EUA e Irã, impactando o mercado global e a oferta
Os preços do petróleo apresentam flutuações nesta sexta-feira, 19 de maio de 2026, com tendência de registrar a segunda queda semanal consecutiva. Os operadores estão avaliando o impacto do cancelamento das negociações entre os Estados Unidos e o Irã, que gerou incertezas sobre o futuro das tratativas. Às 11h45, o petróleo Brent registrava uma leve alta de 0,08%, negociado a aproximadamente US$ 79,90 por barril, enquanto o WTI, referência norte-americana, apresentava queda de 0,74%, cotado a US$ 76,05 por barril.
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Cenário de incertezas nas negociações EUA-Irã
A suspensão dos encontros previstos entre EUA e Irã na Suíça trouxe novas dúvidas sobre o andamento das negociações. O vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, anunciou na quinta-feira, 18 de maio, que não participaria da reunião, conforme relataram fontes à Reuters.
Essa decisão aconteceu em um momento em que os preparativos para as discussões técnicas estavam avançados.
Em contrapartida, uma autoridade de alto escalão americana informou que Israel e o grupo libanês Hezbollah chegaram a um acordo de cessar-fogo que terá início às 16h (horário local) desta sexta-feira. Tamas Varga, analista da PVM Oil Associates, comentou sobre os desafios que ainda existem para restabelecer completamente o fluxo de petróleo pelo Estreito de Ormuz.
Ele destacou que as informações sobre a trégua continuarão a influenciar as percepções do mercado.
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Expectativas para o mercado global de petróleo
Analistas preveem que um acordo entre os EUA e Irã poderia possibilitar a liberação de mais de 85 milhões de barris de petróleo retidos no Golfo Pérsico. Além disso, a remoção das sanções americanas ao petróleo iraniano tende a aumentar ainda mais a oferta global.
O Estreito de Ormuz é responsável por cerca de 20% da oferta mundial de petróleo e gás natural liquefeito (GNL), mas a recuperação nos fluxos e na produção pode levar meses.
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O banco Citi estima que há uma probabilidade de 60% para uma normalização contínua no fluxo do petróleo, prevendo um superávit nos mercados e uma tendência de queda nos preços para os próximos seis a doze meses. Os valores devem oscilar entre US$ 60 e US$ 65 por barril até o primeiro trimestre de 2027.
Por sua vez, o Commerzbank revisou suas expectativas para o Brent, reduzindo a previsão inicial de US$ 85 para US$ 80 por barril até o final deste ano.
A produção petrolífera no Iraque também está se preparando para retornar aos níveis normais, conforme declarado pelo ministro do Petróleo iraquiano, Basim Mohammed. A demanda global por petróleo deverá crescer significativamente nos próximos anos; segundo dados da Opep divulgados em seu “World Oil Outlook 2026”, a demanda deve aumentar de 105,1 milhões de barris por dia em 2025 para 113,3 milhões bpd em 2030.