Privatizações elevam preços do petróleo! Governo critica BR Distribuidora e acusa alta abusiva no Brasil. Saiba mais!
A recente escalada nos preços do petróleo, impulsionada pela situação geopolítica em curso, tem gerado debates acalorados no governo. Ministros do Partido dos Trabalhadores (PT) apontam que um dos principais fatores contribuintes para essa alta é o impacto das privatizações no setor de combustíveis.
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A avaliação é que a perda de instrumentos de controle do Estado sobre a influência dos preços do diesel, direcionada ao consumidor, é um elemento chave nesse cenário.
Durante uma coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira, 12 de março de 2026, representantes das equipes econômica e energética da administração federal esclareceram que a venda de ativos da Petrobras, como a BR Distribuidora e diversas refinarias, diminuiu a capacidade do governo de intervir na cadeia de distribuição.
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A Petrobras ainda detém uma parcela significativa do refino nacional, cerca de 70%, mas sua presença no setor de distribuição, agora privatizado sob o governo anterior, é limitada.
A privatização da BR Distribuidora foi vista por alguns como a remoção de um importante referencial de preço, o que, segundo eles, pressionava as distribuidoras privadas a oferecerem valores mais competitivos. O ministro da Fazenda, que iniciou o debate, destacou que a privatização da BR Distribuidora retirou do mercado uma referência de preço que pressionava concorrentes a praticar valores mais competitivos. “Quando é para diminuir, eles retardam a diminuição, e quando é para aumentar, eles antecipam o aumento”, afirmou, referindo-se às distribuidoras privadas.
Além disso, a concentração no varejo agravou o problema, com alguns poucos CPF’s controlando grande parte dos postos de combustível, eliminando a concorrência e permitindo a formação de preços abusivos.
O ministro de Minas e Energia classificou a privatização da BR como um “crime de lesa-pátria”, ressaltando que o governo anterior vendeu ativos estratégicos e proibiu a Petrobras de retornar ao mercado de distribuição até 2029, o que impede qualquer reversão no curto prazo.
No entanto, até o momento, não há uma proposta pública para solucionar o problema, enquanto a restrição legal estiver em vigor. O Secretário de Assuntos Econômicos, Rui Costa, afirmou que o tema poderá ser discutido no futuro, e que o programa de governo para um eventual novo mandato do presidente ainda será elaborado, com medidas a serem pensadas em seus efeitos e possibilidades.
Uma pesquisa do PoderData revelou que 58% dos brasileiros são contrários à privatização da Petrobras, enquanto apenas 28% defendem a desestatização da empresa. Entre os eleitores de Lula, a rejeição à venda chega a 68%. Em resposta à crise, o governo anunciou um pacote de medidas, incluindo a isenção de PIS e Cofins sobre o diesel importado e comercializado, além de uma subvenção para produtores e importadores.
Essas medidas, totalizando R$ 30 bilhões, visam reduzir o preço do litro do combustível em R$ 0,32.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.