Crise no Oriente Médio eleva preço do petróleo! Governo tenta conter alta com medidas emergenciais. FUP denuncia “chantagem” e cobra ações ousadas da Petrobras.
A instabilidade geopolítica no Oriente Médio, com a guerra entre Estados Unidos e Irã, tem impactado diretamente o preço do petróleo no mercado internacional, gerando preocupações no Brasil. Diante desse cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar mitigar o aumento dos combustíveis, incluindo a isenção de impostos federais e a implementação de mecanismos de fiscalização para combater práticas abusivas na distribuição.
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A situação complexa tem gerado críticas e denúncias, especialmente por parte da Federação Única dos Petroleiros (FUP).
Em entrevista à Rádio Brasil de Fato, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, analisou as ações do governo e levantou preocupações sobre a atuação de distribuidoras e revendedoras. Bacelar ressaltou que, apesar da redução dos preços nas refinarias da Petrobras desde 2023, os valores praticados nas bombas de gasolina e diesel aumentaram significativamente, impulsionados por margens de lucro excessivas.
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O petroleiro criticou as privatizações realizadas durante o governo Bolsonaro, apontando que a operação de refinarias como a Refinaria Baiana (RLAM) e a Refinaria de Manaus, agora sob gestão privada, não contribuem para o controle de preços. Além disso, ele acusou a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás de ter privado o Estado brasileiro de um importante instrumento de regulação do mercado.
A FUP denuncia a tentativa de importadoras de condicionar o abastecimento a aumentos da Petrobras, classificando a situação como “chantagem”.
Bacelar avaliou positivamente as medidas anunciadas pelo governo Lula, como a fiscalização e os incentivos ao refino nacional. No entanto, ele defendeu que o Estado deve ir além, considerando a possibilidade de encampamento das redes de postos, para que a Petrobras possa retomar a distribuição e comercialização.
Ele argumenta que a privatização da BR Distribuidora e da Liquigás foi um erro e que a empresa não pode exercer sua marca nessa área devido a contratos restritivos.
O petroleiro cobrou atuação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para combater a “chantagem” e proteger o abastecimento em regiões vulneráveis. Bacelar enfatizou a necessidade de pressão social e de um Congresso mais engajado na defesa dos interesses da população, concluindo que as distribuidoras não demonstram coragem para enfrentar a situação e que a FUP está pronta para se posicionar contra essa postura.
Autor(a):
Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.