Preços do Petróleo e Gás Natural Disparam em Meio a Incógnitas Globais
O mercado de petróleo tipo Brent registrou uma forte alta nesta quinta-feira, 19 de março de 2026, com um aumento de 6,6%, fechando a US$ 114,53 em negociações futuras. Paralelamente, o preço do gás natural apresentou uma escalada significativa nos mercados europeus, subindo 35% nas primeiras horas do dia.
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Essa valorização se deve, em grande parte, aos recentes ataques a refinarias na Arábia Saudita, que resultaram em uma redução estimada de 10% na oferta global da commodity.
Crise no GNL e Impacto na Europa
A situação se agravou ainda mais com os danos ao complexo de Ras Laffan, no Catar, principal centro de exportação de Gás Natural Liquefeito (GNL) do mundo. A paralisação da unidade obriga a Europa a buscar alternativas de fornecimento em um mercado já saturado, elevando os custos de energia para a indústria e para o consumo doméstico.
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O preço do gás natural atingiu um pico de 74 euros por MWh (megawatt/hora) no TTF (Title Transfer Facility), a principal referência do continente.
Preocupações no Brasil e Medidas Governamentais
O governo brasileiro acompanha de perto o impacto da alta dos combustíveis nos preços, especialmente no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A Petrobras ainda não anunciou reajustes nas refinarias, mas o mercado financeiro antecipa uma valorização do dólar como proteção contra a volatilidade, o que encarecerá a importação de derivados.
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Diante desse cenário, o governo federal está considerando medidas para mitigar os efeitos, como a proposta de isenção do ICMS sobre o diesel importado para os estados com menor arrecadação, um esforço que envolveria uma renúncia de R$ 3 bilhões mensais, com contribuições de estados e União.
Decisões e Perspectivas Futuras
A decisão sobre a adesão dos estados à proposta deve ser tomada em reunião do Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária) em 27 de março de 2026. O Banco Central (BC) manteve a taxa de juros inalterada na quarta-feira, 18 de março de 2026, demonstrando cautela diante do conflito no Irã, que dificulta a previsão de novos cortes na oferta de energia.
A atenção global permanece focada na situação no Irã e no G7, enquanto a economia global enfrenta o risco de estagnação devido ao aumento dos custos de produção, impulsionado pelo elevado preço do petróleo e do gás.
