Petróleo Brent fecha a US$ 106 após ataque à Saudi Aramco em Dhahran

Barril Brent supera US$ 106 após ataque à sede da Saudi Aramco em Dhahran, elevando alerta sobre segurança energética no Oriente Médio.

Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA

Os preços do petróleo fecharam em alta nesta quarta-feira (14) com o mercado internacional de olho nas tensões no Oriente Médio. O barril do tipo Brent, referência para o mercado europeu, subiu 0,35% (US$ 0,37) e foi negociado a US$ 106,06 na ICE, em Londres.

Já o WTI, referência americana, avançou 1,01% (US$ 0,95), fechando a US$ 95,09 o barril na Nymex.

O movimento de alta ocorre em meio a novos incidentes na região. Um navio de carga afundou após atingir uma mina naval no Estreito de Ormuz, segundo a força naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica do Irã. A corporação afirma que é a primeira vez que Teerã relata o afundamento de uma embarcação por esse motivo desde o início da guerra no Oriente Médio, há sete meses e meio.

Ataque na Arábia Saudita e alerta sobre conflito no Irã

As tensões também cresceram depois que o Ministério da Energia da Arábia Saudita informou que um prédio administrativo da Saudi Aramco em Dhahran, onde fica a sede da empresa, foi alvo de ataques na noite de terça-feira. O incidente causou um incêndio limitado, mas acendeu alertas sobre a segurança da infraestrutura petrolífera.

Para a BOK Financial, os traders continuarão de olho nos fluxos de petróleo do Oriente Médio e nos suprimentos de diesel que supostamente saem da Rússia. “Os futuros de curto prazo parecem estar precificando uma maior probabilidade de um grande conflito militar retornando ao Irã”, alerta a casa.

Demanda global deve cair mais que o previsto em 2026

Em meio à alta dos preços e às pressões sobre a oferta provocadas pela guerra, a demanda global por petróleo deve cair mais do que o esperado em 2026. Segundo a AIE (Agência Internacional de Energia), o consumo global deve encolher em média 2,6 milhões de barris por dia (bpd), ante a projeção anterior de queda de 2,5 milhões de bpd.

O novo relatório, divulgado nesta quarta-feira, atribui a revisão à guerra com o Irã, aos combustíveis mais caros e à piora nas perspectivas econômicas.

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Ainda como reflexo do cenário, a União Europeia propôs adiar por um ano a aplicação de determinadas exigências do regulamento sobre emissões de metano para importadores de combustíveis fósseis. A medida busca aliviar a pressão sobre os importadores em meio à crise energética.