Petroleiro Russo Chega a Matanzas com Ajuda Humanitária para Cuba
O petroleiro russo Anatoly Kolodkin chegou ao porto de Matanzas, na manhã de hoje, transportando cerca de 100 mil toneladas de petróleo classificadas como ajuda humanitária. A carga, que viaja sob bandeira russa e sem escolta militar, é resultado da crise energética que aflige a ilha de Cuba, agravada pelo bloqueio imposto pelos Estados Unidos.
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A situação em Cuba se intensificou após a interrupção do fornecimento de petróleo em 9 de janeiro, quando a ilha deixou de receber combustível devido à pressão dos EUA sobre a Venezuela e o México para reduzir ou interromper o fornecimento. Essa falta de petróleo tem causado sérios problemas no sistema energético cubano e dificulta o funcionamento de serviços essenciais e da economia local.
Rússia Reforça Apoio a Cuba em Meio a Tensões
O governo russo manifestou sua preocupação com o aumento das tensões em torno de Cuba e reafirmou seu apoio ao governo cubano. O porta-voz presidencial Dmitry Peskov destacou que as autoridades russas estão em diálogo constante com a liderança cubana, buscando mecanismos para auxiliar a ilha nesta situação delicada. “Estamos satisfeitos que este carregamento de derivados de petróleo esteja a caminho da ilha”, afirmou Peskov, ressaltando que Cuba enfrenta um “bloqueio muito severo” e necessita de petróleo bruto e derivados para garantir o funcionamento de sistemas de suporte à vida, geração de energia e serviços essenciais à população.
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Peskov enfatizou que a Rússia está preparada para oferecer “toda a assistência possível” e que as negociações com as autoridades cubanas estão em andamento para definir as medidas a serem tomadas. O Ministério das Relações Exteriores russo também expressou sua preocupação com a situação e reiterou o apoio ao governo cubano e ao seu “povo irmão”, diante do embargo americano e das restrições prolongadas.
Contexto da Crise e Comentários de Trump
A chegada do petroleiro russo ocorre em um momento crítico, após a perda de Cuba de seu principal aliado regional e fornecedor de petróleo, a Venezuela, devido à ação das forças americanas que sequestraram o presidente Nicolás Maduro. O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou a situação, afirmando que preferiria que o petróleo chegasse de Moscou ou de qualquer outro lugar, pois “as pessoas precisam de aquecimento, refrigeração e de todas as outras coisas necessárias”. Apesar das críticas, Trump mudou de posição no domingo (29), declarando que não tem problema com a entrega de petróleo de Moscou a Havana.
