Petroleiro Russo se Aproxima de Cuba em Meio à Crise Energética
Um petroleiro russo, carregado com aproximadamente 730 mil barris de petróleo, está em rota para Cuba, de acordo com dados da empresa de monitoramento marítimo Kpler. O navio Anatoly Kolodkin, com bandeira russa e operado pela estatal Sovcomflot, partiu do porto de Primorsk, na Rússia, em 8 de março.
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A embarcação segue pelo Atlântico com destino ao terminal de Matanzas, no norte de Cuba, onde a descarga da carga está prevista para cerca de 23 de março.
A Kpler é uma empresa de análise de dados de energia e transporte marítimo que acompanha o fluxo global de petróleo e combustíveis através de monitoramento por satélite e outras fontes. As informações fornecidas pela empresa são utilizadas por governos, traders e empresas para acompanhar o mercado energético.
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A situação em Cuba se agrava com uma crise de abastecimento de combustível que se iniciou em janeiro, após a detenção do presidente venezuelano, Nicolás Maduro (PSUV, esquerda), por forças dos Estados Unidos.
Venezuela e a Interrupção das Remessas
A Venezuela era o principal fornecedor de petróleo para Cuba, e a interrupção dessas remessas intensificou a escassez de energia na ilha. O presidente dos Estados Unidos, em uma declaração, ameaçou impor tarifas a qualquer país que vendesse petróleo para Cuba.
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A situação se agravou ainda mais com um apagão generalizado que atingiu a ilha na segunda-feira, 16 de março de 2026, deixando cerca de 10 milhões de pessoas sem energia.
Fragilidade da Infraestrutura Cubana
As autoridades locais relataram uma “desconexão total” do sistema elétrico nacional, evidenciando a fragilidade da infraestrutura e a falta de combustível para geração de energia. A situação tem gerado preocupação com a estabilidade do país.
Além do petroleiro russo, dados da Kpler indicam que outro navio, o Sea Horse, com bandeira de Hong Kong, transporta cerca de 200 mil barris de diesel rumo ao Caribe, também com destino à ilha de Cuba.
Comentário de Trump e Última Entrega
Cuba não recebe carregamentos regulares de petróleo desde 9 de janeiro, quando o México realizou a última entrega. A declaração do ex-presidente Donald Trump, na segunda-feira (16.mar), de que seria “uma honra” tomar Cuba e ter capacidade de “fazer o que quiser” no contexto das negociações com o governo cubano, adicionou mais complexidade à situação.
A crise energética em Cuba continua a ser um desafio significativo.
