Petroleiro é atingido por projétil no Estreito de Ormuz em meio a tensões entre EUA e Irã

O ataque ao petroleiro intensifica as tensões no Estreito de Ormuz, com o Irã reafirmando seu controle sobre a rota vital para o transporte de energia.

27/06/2026 12:26

3 min

Embarcações no Estreito de Ormuz 29 de abril de 2026
Embarcações no Estreito de Ormuz 29 de abril de 2026

Um petroleiro foi atingido por um projétil no Estreito de Ormuz neste sábado (27), conforme informou a agência de segurança marítima britânica. O incidente ocorre em meio a uma escalada de ataques mútuos entre os Estados Unidos e o Irã, considerada a mais grave desde a assinatura de um acordo preliminar de paz.

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As partes envolvidas no conflito se acusam mutuamente de violar o pacto estabelecido há duas semanas para encerrar um embate que já dura quatro meses.

O ataque ao petroleiro segue outro incidente que ocorreu na quinta – feira (25), quando um navio de carga também foi alvo de um ataque, intensificando as hostilidades na região. O Irã busca reafirmar seu controle sobre esta rota crucial para o transporte de energia, que começou a ser reaberta nas últimas duas semanas após meses de interrupções.

Detalhes do ataque e resposta internacional

A UKMTO, agência britânica responsável pela segurança marítima, relatou que o petroleiro atingido sofreu danos significativos na ponte de comando, mas toda a tripulação está segura. Em razão dos recentes eventos, o Centro Conjunto de Informações Marítimas, gerido por uma coalizão de marinhas que protege a navegação na área, elevou o nível de ameaça à segurança.

A televisão estatal iraniana afirmou que a Guarda Revolucionária disparou “tiros de advertência” contra embarcações não identificadas que tentavam passar por canais não autorizados pelo Irã. Essa ação resultou em outros navios solicitando permissões iranianas antes de atravessar o estreito.

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O Ministério das Relações Exteriores do Irã justificou seus ataques como “defensivos” contra alvos militares vinculados aos EUA. Enquanto isso, o Bahrein, onde está localizado o quartel – general regional da Marinha dos EUA, registrou um ataque realizado com drones iranianos.

Tensões regionais e declarações oficiais

As Forças Armadas dos EUA não comentaram imediatamente sobre os relatos dos ataques. O Irã acusou os Estados Unidos de não cumprirem o acordo provisório, especialmente ao não manterem o cessar – fogo prometido no Líbano. Este país foi invadido por Israel em março, visando combater o grupo Hezbollah, que recebe apoio do Irã.

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Embora Israel e o Líbano tenham concordado com cessar – fogos mediadores pelos EUA — sendo o mais recente anunciado na sexta – feira (26) — esses acordos têm mostrado eficácia limitada até agora. Israel continua insistindo em não se retirar da área ocupada e o Hezbollah rejeita pedidos para desarmar enquanto as tropas israelenses estiverem presentes.

No mesmo dia do ataque ao petroleiro, uma televisão estatal libanesa reportou um ataque israelense com drone na região de Nabatiyeh, que tem sido alvo frequente durante todo o conflito. As forças israelenses afirmaram ter atacado indivíduos considerados ameaças às suas operações.

Posições dos líderes envolvidos

Naim Qassem, líder do Hezbollah, criticou o acordo assinado entre Israel e Líbano como uma rendição e declarou – o “nulo e sem efeito”. Mohsen Rezaei, assessor do líder supremo do Irã, argumentou que Washington violou os termos do memorando que encerrou a guerra ao apoiar forças proxy na região e intensificar as tensões no Estreito de Ormuz.

O vice – presidente dos EUA, JD Vance — principal negociador do presidente Donald Trump — defendeu que os americanos respeitaram o acordo de cessar – fogo e responsabilizou o Irã por qualquer reinício das hostilidades. “O Irã assinou um acordo de cessar – fogo.

A escalada nos conflitos ocorre frequentemente durante os fins de semana, quando os mercados estão fechados, permitindo às partes adotarem posturas rígidas sem impacto imediato nos preços do petróleo. Na última sexta – feira (26), antes da nova onda de violência, os preços do petróleo caíram cerca de 3%, sinalizando uma possível queda acentuada ao longo da semana.

Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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