A crescente instabilidade no Oriente Médio reacendeu preocupações sobre possíveis aumentos nos preços dos combustíveis no Brasil. O Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep) avalia que a Petrobras possui capacidade para minimizar o impacto dessa situação no mercado interno.
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Em um boletim divulgado na quarta-feira (11), o instituto ressalta que a estatal tem margem para absorver a pressão exercida por flutuações nos preços do petróleo, uma realidade que se intensificou com a alta do barril de Brent.
Produção Recorde e Lucros Elevados da Petrobras
O Ineep destaca que a Petrobras registrou uma produção recorde e um aumento de 200% no lucro líquido em 2025. Essa situação financeira robusta permite que a empresa “amortecesse, ao menos momentaneamente, os impactos desse cenário global adverso”.
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A estatal, portanto, se encontra em uma posição estratégica para lidar com as incertezas do mercado internacional.
Volatilidade do Petróleo Brent
A situação se agravou com a forte oscilação do petróleo Brent, referência internacional de precificação do combustível. O barril, que atingiu US$ 72 em 27 de fevereiro, com um aumento acumulado de mais de 10% no ano, disparou para quase US$ 120 no domingo (8), representando um aumento de 66% desde os níveis iniciais.
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Apesar de uma leve correção na segunda-feira (9), o preço manteve-se em patamares elevados.
Resposta do Mercado Brasileiro e Instrumentos de Proteção
No mercado brasileiro, o impacto desses movimentos ainda não foi tão evidente quanto em outros momentos. O boletim do Ineep observa que diesel e gás de cozinha apresentaram variações em janeiro e fevereiro, com pequenas flutuações, enquanto a gasolina registrou uma queda após reajustes nas refinarias da Petrobras.
O instituto defende a importância de preservar instrumentos de proteção do mercado interno, com a Petrobras desempenhando um papel fundamental na mitigação de pressões inflacionárias provenientes dos combustíveis.
Estratégias da Petrobras para Contenção
O Ineep acredita que a Petrobras pode atuar como uma barreira de contenção, mantendo os preços nas refinarias e evitando a transmissão imediata dessas altas aos preços finais, reduzindo o impacto da guerra sobre o consumidor brasileiro. A Agência Internacional de Energia também liberou 400 milhões de barris de reservas de emergência, buscando aliviar a pressão no curto prazo, embora o Ineep ressalte que essa medida não elimina os riscos de novos aumentos caso a guerra se prolongue.
O governo, por sua vez, acompanha a situação e trabalha com diferentes cenários para evitar decisões precipitadas.
