A presidente da Petrobras, em uma conferência com analistas no início da semana, destacou a preocupação da companhia com a instabilidade geopolítica global e seu impacto nos preços do petróleo. Em 6 de março de 2026, ela assegurou que a estatal buscará minimizar o repasse imediato das oscilações do mercado internacional aos consumidores brasileiros, visando reduzir os efeitos da volatilidade nos combustíveis.
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A empresa pretende observar as paridades internacionais sem repassar essas flutuações ao mercado interno, independentemente das variações, que podem chegar de US$ 55 a US$ 85.
Impacto das Restrições Marítimas e Incertezas Geopolíticas
A restrição no trânsito de navios no Canal de Suez, motivada pela ameaça de ataques, causou um represamento de cerca de 20% do óleo comercializado mundialmente, intensificando a pressão sobre as cotações. O preço do petróleo atingiu US$ 90 por volta das 13h daquele dia, impulsionado pelas tensões geopolíticas envolvendo o Irã.
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A incerteza sobre o abastecimento e a possibilidade de uma alta mais duradoura no preço do petróleo exigirão respostas mais rápidas da Petrobras, conforme alertou a presidente.
Reações do Setor Logístico e Decisões da Opep+
Grandes empresas do setor logístico, como a Maersk, suspenderam o trânsito de seus navios pela região devido a riscos à segurança, e seguradoras marítimas interromperam coberturas para viagens na área, aumentando a pressão sobre o comércio global de energia.
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Em resposta à escalada dos conflitos, a Opep+ anunciou um aumento de produção de petróleo em 206 mil barris por dia, a partir de abril de 2026, retomando uma estratégia de aumentos graduais interrompida no início do ano. A aliança reafirmou que a devolução total dos cortes será gradual e condicionada às condições de mercado.
Ajustes na Política Comercial da Petrobras
A política comercial da Petrobras busca acompanhar as referências internacionais, mas sem repassar imediatamente oscilações bruscas ao mercado interno. A alta consistente no preço do petróleo poderá exigir ajustes mais rápidos por parte da empresa, conforme ressaltou a presidente.
A situação impacta diretamente o setor, com empresas como a Maersk suspendendo o trânsito de seus navios pela região, e a Opep+ ajustando sua produção para tentar estabilizar o mercado.
