Petrobras acelera projeto na Margem Equatorial! 🚀 Poço Morpho, a 175km do Amapá, deve entregar resultados no 2º trimestre de 2026. Saiba mais!
A diretora-executiva de Exploração e Produção da Petrobras, em uma apresentação de resultados realizada nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, detalhou o progresso da estatal em um projeto de grande importância para o futuro da produção de petróleo no Brasil.
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A empresa busca finalizar, no segundo trimestre de 2026, a perfuração do primeiro poço exploratório na Margem Equatorial, uma região considerada uma nova fronteira para a exploração de hidrocarbonetos no país. O poço, denominado Morpho, está localizado a aproximadamente 175 quilômetros da costa do Amapá.
Segundo a diretora, a perfuração do Morpho está em curso e a expectativa é que o reservatório seja atingido ainda nesta mesma semestre. A equipe técnica da Petrobras instalou o Blowout Preventer, um equipamento crucial para garantir a segurança durante a perfuração e evitar vazamentos.
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A executiva ressaltou o potencial geológico significativo da região, destacando que os reservatórios encontrados na Margem Equatorial são do tipo turbidítico, semelhantes aos encontrados na tradicional Bacia de Campos, no litoral do Sudeste do Brasil.
Apesar do progresso, a Petrobras enfrenta alguns desafios. No início de fevereiro, o Ibama aplicou uma multa de R$ 2,5 milhões à empresa devido a um incidente registrado em janeiro, durante as atividades da operação. A Petrobras justificou que o material utilizado era biodegradável e parte das tecnologias empregadas para viabilizar a perfuração.
Além disso, a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) autuou a estatal em março, por falhas em procedimentos de segurança na sonda NS ODN-II, que também está perfurando um poço na região. A fiscalização da ANP identificou irregularidades no Sistema de Gerenciamento da Segurança Operacional da instalação, relacionado ao uso de bombas de emergência.
A Petrobras terá que corrigir as irregularidades em prazos que variam de 30 a 90 dias, dependendo da gravidade das falhas. A empresa tem 15 dias para apresentar uma defesa administrativa, após a qual a diretoria da ANP analisará o caso e poderá aplicar multas que variam de R$ 5.000 a R$ 2 milhões.
A executiva enfatizou que a perfuração de um único poço não é suficiente para determinar o potencial da área, e que a confirmação de reservas depende da perfuração de diversos poços e de uma análise mais aprofundada dos resultados exploratórios.
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Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.