Peter Max, ícone da arte psicodélica dos anos 1960, morre aos 88 anos

Artista pop que definiu a estética visual da contracultura com suas cores vibrantes e paisagens cósmicas deixa dois filhos.

17/09/2026 04:31

2 min

Peter Max morre aos 88 anos.
Peter Max morre aos 88 anos.

O artista popPeter Max, ícone do movimento psicodélico dos anos 1960, morreu na segunda – feira (14) em um hospital de Manhattan, aos 88 anos. A informação foi confirmada por um porta – voz da família na noite de quarta – feira (16). Conhecido por suas obras oníricas e cores vibrantes, Max teve sua arte espalhada pela cultura jovem dos Estados Unidos, tornando – se tão presente quanto o rock, as drogas e a contracultura da época.

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Suas criações eram descritas como representações visuais de uma viagem de ácido — psicodélicas, no jargão do período. As telas traziam paisagens cósmicas, explosões de estrelas, pombas da paz, borboletas caleidoscópicas e nuvens fofas, tudo ligado ao espírito flower power. Entre os retratados por Max estavam os Beatles, Jimi Hendrix e Mick Jagger, que também eram amigos pessoais do artista.

Uma obra que cruzou gerações

Peter Max não se limitou às telas. Ele também doou uma pintura da Estátua da Liberdade à Biblioteca Presidencial Ronald Reagan. Em 1967, uma crítica do Village Voice definiu seus pôsteres como a visão de “um visionário fascinado pelo tempo, pelo espaço e pela evolução”. O texto ainda projetava: “Um horizonte psicodélico prevê o dia em que os arranha – céus poderão ser templos, quando o Rainbow Room do Rockefeller Center poderá ser usado para meditação.”

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A influência de Max sobre a cultura pop foi imensa. Suas imagens estampavam desde pôsteres decorativos até capas de discos, sempre com um traço inconfundível que mesclava astronomia e psicodelia. O artista transformou a estética visual de uma geração, e seu trabalho continua sendo referência até hoje.

Legado e despedida da família

Peter Max deixa dois filhos: Libra e Adam. Em um comunicado, a filha Libra fez uma homenagem emocionada ao pai. “Meu pai era meu melhor amigo. Sinto – me incrivelmente abençoada por ter sido tão profundamente amada e por ser sua filha”, afirmou. Ela ainda pediu que, além do legado artístico, as pessoas se lembrem de sua bondade, gentileza e do quanto ele valorizava levar alegria ao mundo.

A morte de Max encerra um capítulo vibrante da arte pop americana, mas seu trabalho — repleto de cores, estrelas e paz — continua a ecoar como um marco visual do século 20.

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Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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