Pesquisadores da Ufscar e USP desenvolvem moléculas inovadoras contra a malária resistente

Nova Classe de Moléculas Promissora no Combate à Malária
Uma equipe de pesquisadores da Ufscar (Universidade Federal de São Carlos) e da USP (Universidade de São Paulo) desenvolveu uma nova classe de moléculas que se mostra eficaz no tratamento da malária. Essas moléculas atuam contra as cepas do parasita Plasmodium falciparum, que frequentemente apresentam resistência a medicamentos convencionais.
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Os compostos, chamados de “peptidiomiméticos baseados em indol”, foram detalhados em um artigo científico.
Os autores utilizaram uma estrutura química conhecida por suas propriedades medicinais, o núcleo “indol”, e criaram variações para testar a eficácia em eliminar o parasita, preservando as células humanas. A metodologia de teste envolveu a exposição dos parasitas a diferentes doses do tratamento em um ambiente controlado por aproximadamente três dias.
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Ao final do experimento, foi aplicado um corante que brilha intensamente ao se ligar ao DNA do Plasmodium, evidenciando a potência dos compostos na inibição do parasita, que demonstraram ser seletivos para o alvo e complementares à artemisinina.
Desenvolvimento de Novos Tratamentos
O tratamento padrão-ouro para a malária é realizado com derivados da planta artemísia (Artemisia annua), como a artemisinina, que possui ação rápida na eliminação do parasita, combinada a outros fármacos de ação prolongada. Contudo, a resistência à artemisinina e a medicamentos complementares é uma preocupação crescente.
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Por isso, a busca por novos compostos é uma prioridade para o Centro de Excelência para Pesquisa em Química Sustentável da Ufscar e o Centro de Pesquisa e Inovação em Biodiversidade e Fármacos, financiado pela Fapesp e localizado no Instituto de Física de São Carlos da USP.
Atualmente, não há vacina contra a malária disponível no Brasil. Existe uma vacina apenas para alguns países africanos com alta transmissão da doença, sendo exclusiva para crianças pequenas. “Com base nesses resultados promissores, estamos agora sintetizando novos peptidomiméticos.
Depois, serão necessários estudos pré-clínicos e clínicos”, afirmou Arlene Gonçalves Corrêa, do Instituto do DQ da Ufscar. “Normalmente, o desenvolvimento de novos medicamentos pode levar até dez anos”.
Transmissão da Malária
De acordo com o Ministério da Saúde, a maioria dos casos de malária no Brasil está concentrada na região amazônica, que inclui Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. Entretanto, a doença não deve ser negligenciada em outros estados, pois pode apresentar uma letalidade ainda maior fora dessa região.
A malária é transmitida pela fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que está infectada por uma ou mais espécies de protozoário do gênero Plasmodium.
Esse mosquito, conhecido por vários nomes como carapanã, muriçoca, sovela, mosquito-prego ou bicuda, costuma aparecer ao amanhecer ou ao entardecer. A transmissão se inicia quando um mosquito pica uma pessoa infectada com malária. Dentro do mosquito, os protozoários se multiplicam até que o inseto pica outra pessoa, transmitindo a infecção.
Não há transmissão direta da doença entre humanos.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



