Pesquisa revela que terremoto de 2011 no Japão influenciou movimento do solo por ondas sísmicas

Uma recente pesquisa revelou que o movimento do solo no Japão, registrado após um grande terremoto, pode ter sido influenciado por ondas sísmicas que se propagaram até o núcleo da Terra. O fenômeno, que ocorreu em 2011, foi analisado por cientistas e demonstrou que a viagem das ondas sísmicas até o núcleo e de volta à superfície leva cerca de 15 minutos, permitindo previsões sobre sua ocorrência.
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Impacto das Ondas Sísmicas
Embora a energia liberada pelo evento tenha se espalhado por uma vasta área, o impacto sentido foi menos intenso do que o de um terremoto típico de magnitude 7,5, que concentraria suas forças em uma região menor. Park, um dos pesquisadores envolvidos no estudo, destacou que os danos causados pela onda sísmica poderiam ser difíceis de diferenciar dos danos resultantes do tremor principal ou das réplicas subsequentes.
A mudança no Japão, causada pela onda sísmica originária do núcleo terrestre, afetou as áreas nas interseções das placas tectônicas do Pacífico e de Okhotsk, além do limite entre as placas do Mar das Filipinas e da Eurásia. As placas tectônicas são fragmentos da crosta terrestre que se movem lentamente ao longo do tempo.
O forte tremor inicial pode ter facilitado a chegada da onda vinda do núcleo, reativando falhas ao redor do epicentro e provocando movimentos em interseções de placas mais distantes.
Monitoramento Sísmico Avançado
O Japão é conhecido por sua avançada rede de estações de monitoramento sísmico e satelital, que possibilita a detecção e registro de eventos como este. Vedran Lekić, professor da Universidade de Maryland, ressaltou a importância desse sistema para entender melhor fenômenos sísmicos.
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Ele alertou que em regiões com menos instrumentos de monitoramento, eventos semelhantes podem ocorrer sem documentação adequada.
Lekić também observou que até onde se sabe, movimentos no solo ao longo de sistemas extensos de falhas nunca foram associados à chegada de ondas sísmicas refletidas no núcleo. Enquanto isso, Park e sua equipe consideraram outras possíveis explicações para a movimentação do Japão em direção ao leste, como deslizamentos submarinos.
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No entanto, eles afirmaram que os efeitos dessas ocorrências seriam muito mais localizados.
A importância da pesquisa foi sublinhada por Amanda Thomas, geofísica da Universidade da Califórnia, Davis. Ela afirmou que se os dados estiverem corretos, a descoberta é “muito significativa”. Thomas explicou que o estudo sugere que grandes terremotos podem influenciar sistemas de falhas por longos períodos após a ruptura inicial, não apenas através de réplicas, mas também devido à passagem de ondas sísmicas subsequentes. “Ainda não compreendemos completamente como as falhas funcionam e essas observações acrescentam mais uma peça ao quebra-cabeça”, concluiu.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



