Pesquisa Futura: 60,4% desaprovam atuação do STF; aprovação é de 29,3%
Levantamento ouviu 2.000 eleitores entre os dias 11 e 15 de setembro, em meio a crise interna na Corte.
Uma pesquisa divulgada nesta quinta – feira (17) revela que a insatisfação com o Supremo Tribunal Federal (STF) atinge a maioria dos brasileiros. O levantamento do instituto Futura mostra que 60,4% dos eleitores desaprovam a atuação da Corte, enquanto 29,3% avaliam positivamente o trabalho dos ministros.
A pesquisa ouviu 2.000 eleitores entre os dias 11 e 15 de setembro, em meio a uma crise interna no STF. Outros 10,3% dos entrevistados não souberam responder ou preferiram não opinar sobre a conduta da Suprema Corte. A divulgação do estudo acontece dois dias depois de o ministro Fachin perder o comando da crise no STF, segundo os bastidores da CNN.
Crise e bate – boca entre ministros
O levantamento foi realizado em um contexto tenso dentro do próprio tribunal. Nesta terça – feira (15), uma sequência de bate – bocas entre os magistrados marcou os debates, evidenciando as divergências internas. A pesquisa capturou esse momento de instabilidade e reflete a percepção pública sobre o desempenho da Corte.
Os números indicam que a reprovação ao STF é mais que o dobro da aprovação. A diferença de 31,1 pontos percentuais entre os dois grupos mostra um cenário desafiador para a imagem da instituição. A parcela de indecisos ou que não quiseram opinar, de 10,3%, também chama a atenção por ser relativamente alta.
Esse resultado surge em um período em que o STF enfrenta pressões políticas e questionamentos públicos sobre suas decisões. A crise interna, com desentendimentos públicos entre ministros, parece ter agravado a percepção negativa da população.
Metodologia e registro da pesquisa
A Futura entrevistou eleitores de todo o país com 16 anos ou mais, utilizando entrevistas por telefone. A margem de erro do levantamento é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O estudo foi contratado pelo próprio instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 00749/2026.
A pesquisa ouviu uma amostra representativa da população brasileira, garantindo que os dados reflitam as diferentes regiões do país. O período de coleta, entre os dias 11 e 15 de setembro, capturou exatamente o momento em que a crise no STF ganhava novos capítulos.
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O registro no TSE confirma a transparência e a legalidade do levantamento.
A íntegra do estudo está disponível para consulta, permitindo que qualquer cidadão verifique os dados e a metodologia empregada. A divulgação completa dos resultados é uma prática comum em pesquisas de opinião pública registradas na Justiça Eleitoral.