Pesquisa AtlasBloomberg: para 55,1%, caso Lulinha afeta diretamente o governo Lula
Levantamento indica que 60,7% veem piora na imagem do governo, enquanto 67,2% afirmam acompanhar as investigações de perto.
A maioria dos brasileiros considera que as investigações envolvendo Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, têm impacto direto sobre o governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). É o que aponta a pesquisa Atlas Bloomberg divulgada nesta segunda (31.
Para 55,1% dos entrevistados, o caso afeta diretamente o Palácio do Planalto. Já 37,9% avaliam que as apurações dizem respeito exclusivamente à vida pessoal do filho do presidente Lula. Outros 7,1% não souberam responder.
Pesquisa aponta desgaste para o governo Lula
O levantamento mostra que o efeito percebido pela maioria tende a ser negativo para o Executivo. Entre os entrevistados, 43,4% afirmam que a situação piora muito a imagem do governo Lula, enquanto 17,3% dizem que ela “piora um pouco”.
Para 37,4%, as investigações não provocam impacto sobre a imagem do Planalto. Uma parcela menor, de 1,9%, acredita que o caso pode melhorar a percepção sobre o governo.
O assunto também é acompanhado pela maior parte dos participantes. Segundo a pesquisa, 67,2% afirmam seguir as informações “de perto”. Outros 29,5% dizem que ouviram falar do caso, mas conhecem poucos detalhes, e 3,4% negavam conhecer as apurações.
Um dos inquéritos apura a suspeita de que Lulinha teria facilitado contratos com o governo federal para beneficiar a empresa de Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”. A companhia atua com produtos medicinais à base de cannabis junto ao Ministério da Saúde.
Suspeitas citadas nas investigações
Também aparece nas apurações a Empresa de Tecnologia e Informações da Previdência, órgão do governo federal. O empresário entrou na mira das investigações, que apuram fraudes em benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social.
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O terceiro inquérito está sob sigilo e investiga a suposta atuação de um grupo de pessoas para favorecer empresas junto ao governo federal. Em mensagens de um inquérito em curso no STF (Supremo Tribunal Federal), a lobista dizia gastar R 100 mil por mês para bancar Lulinha e aparentava ter autorização para agir em nome dele.
A defesa do empresário nega as acusações.
Ao serem questionados se Lulinha teria influência sobre decisões do governo para beneficiar esses empresários, 52,6% responderam que sim. Para 26,3%, ele não tinha esse poder, enquanto 21,1% não souberam responder.
Impacto sobre a eleição de 2026
A pesquisa também mediu a percepção dos entrevistados sobre a candidatura de Lula à reeleição. Para 34,8%, as investigações vão prejudicar muito a disputa, e 24,6% estimam que o impacto será “pouco”.
Outros 36% não acreditam que o caso prejudique a corrida eleitoral do petista. A parcela que não soube responder foi de 4,6%.
A Atlas Bloomberg ouviu 5.014 pessoas entre os dias 25 e 30 de agosto. A margem de erro é de 1 ponto percentual, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o protocolo BR 07972/2026.