Pentágono fecha acordo com gigantes da tecnologia para impulsionar IA nas Forças Armadas

Departamento de Defesa firma acordo com empresas de tecnologia para uso de IA
Na última sexta-feira (4), o Departamento de Defesa dos Estados Unidos anunciou um acordo com oito grandes empresas de tecnologia para a utilização de suas ferramentas de inteligência artificial em redes confidenciais. A Anthropic, que foi banida pelo governo Trump devido à sua insistência em incluir medidas de segurança para o uso governamental da IA em operações militares, não está entre as empresas participantes.
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Contudo, a Casa Branca reabriu as negociações com a Anthropic nas últimas semanas, após a empresa ter feito anúncios significativos sobre avanços tecnológicos.
As empresas que fazem parte do acordo incluem a SpaceX, de Elon Musk; a OpenAI, criadora do ChatGPT; além de Google, Microsoft, Nvidia, Amazon Web Services, Oracle e Reflection. O Pentágono já possui contratos de IA com diversas empresas, como Palantir e OpenAI.
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A inclusão de tantos concorrentes da Anthropic pode beneficiar a administração Trump, uma vez que a empresa está perdendo uma receita significativa que seus concorrentes estão acessando.
Investimentos em IA e operações cibernéticas
A Lei One Big Beautiful Bill, aprovada no ano passado, destinou uma quantia considerável de recursos para o Pentágono investir em inteligência artificial e operações cibernéticas ofensivas, gerando uma intensa competição entre as empresas de tecnologia por esses fundos.
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O Pentágono afirmou que as ferramentas de IA serão utilizadas para “uso operacional lícito”, e os novos acordos visam transformar as Forças Armadas em uma “força de combate que prioriza a IA”, aumentando a capacidade de decisão em todos os domínios da guerra.
O Pentágono também destacou o sucesso de sua plataforma GenAI.mil, que já conta com 1,3 milhão de funcionários do Departamento de Defesa utilizando o serviço. Até recentemente, o Claude, da Anthropic, era o único modelo de IA disponível na rede confidencial do Pentágono.
No entanto, o presidente Donald Trump anunciou que o governo cortaria laços com a empresa após a Anthropic se recusar a aceitar termos que permitiriam o uso do Claude para “todos os fins legais”, incluindo armas autônomas e vigilância em massa.
Desafios legais e reações da Anthropic
O Pentágono classificou a Anthropic como um “risco à cadeia de suprimentos”, um rótulo que anteriormente era aplicado apenas a empresas ligadas a adversários estrangeiros, o que poderia efetivamente colocar a Anthropic na lista negra do governo.
Em resposta, a Anthropic processou o governo Trump, e um juiz federal na Califórnia bloqueou a medida do governo no mês passado.
Recentemente, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, esteve na Casa Branca para uma reunião com a chefe de gabinete Susie Wiles, após a empresa apresentar sua ferramenta Mythos, que é capaz de identificar ameaças à segurança cibernética, mas que também pode fornecer um roteiro para ataques a empresas ou ao governo.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



