Pedido de impeachment contra Osmar Stabile agita o Corinthians; entenda as acusações!

Pedido de Impeachment contra Osmar Stabile no Corinthians
O presidente do Corinthians, Osmar Stabile, enfrenta um novo pedido de impeachment no Parque São Jorge. Um grupo de conselheiros e associados de oposição acusa o dirigente de irregularidades administrativas, especialmente relacionadas à contratação de empresas de segurança do clube.
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Os autores do pedido pedem a abertura de um processo no Conselho Deliberativo, alegando descumprimento do Estatuto Social e possíveis infrações na legislação esportiva e civil. A informação foi inicialmente divulgada pelo UOL e confirmada por outras fontes.
No documento acessado pela reportagem, os conselheiros mencionam a Mega Assessoria Operacional Ltda., que teria prestado serviços ao clube sem um contrato formal e está sob investigação do Ministério Público de São Paulo. Também é citada a Bear Security Ltda., que, segundo o grupo de oposição, prestava serviços à família de Stabile antes de ser contratada pelo Corinthians e não possui a regularização necessária junto à Polícia Federal para atuar na área de segurança.
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Detalhes das Acusações
Os autores do pedido afirmam que a Mega Assessoria Operacional Ltda., ligada a Fernando José da Silva, gerente operacional do Corinthians e próximo à gestão atual, foi contratada sem um contrato formal e sem a aprovação do Cori (Conselho de Orientação).
Além disso, a empresa não teria a regularização necessária para prestar serviços de segurança armada, e as notas fiscais apresentariam irregularidades. O documento alega que Osmar Stabile não solicitou autorização formal dos órgãos internos para a contratação.
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Os autores também destacam que o presidente fez declarações públicas contraditórias ao negar um vínculo formal com Fernando José da Silva, que, segundo eles, estaria atuando no dia a dia do clube. A Bear Security Ltda., por sua vez, foi criada recentemente e também não possui a regularização necessária para atuar na segurança.
O documento aponta que a Mega recebeu cerca de R$ 676 mil do Corinthians, enquanto a Bear Security teria recebido R$ 586.987,65.
Implicações e Assinaturas
Os autores do pedido alegam que Osmar Stabile violou o Estatuto Social do Corinthians devido à falta de aprovação do Cori, irregularidades na contratação e ausência de formalização adequada. O documento também menciona indícios de falta de diligência administrativa, possível conflito de interesses e falta de transparência.
Ao final, os conselheiros solicitam a abertura do impeachment de Osmar Stabile, a comunicação dos fatos ao Ministério Público de São Paulo e a realização de uma investigação.
O documento foi assinado por diversos conselheiros, incluindo Marcelo Mandel, Antonio Roque Citadini, Fernando Perino, entre outros. Em abril, já havia sido protocolado outro pedido contra Stabile, apontando possíveis violações ao Estatuto Social e à Lei Geral do Esporte, relacionadas à gestão financeira do clube, incluindo um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional para equacionar uma dívida de R$ 1,2 bilhão.
Na última segunda-feira (1º), a Comissão de Ética emitiu um parecer favorável à abertura do processo de impeachment, dando a Osmar Stabile um prazo de dez dias para apresentar sua defesa antes que o caso seja encaminhado ao Conselho Deliberativo.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



