PEC 6×1: Debate Acelera na Câmara! Empresários e trabalhadores se enfrentam pela fim da jornada de 6 dias. A proposta de Erika Hilton ganha força e pode mudar o Brasil
(Imagem: Jeane de Oliveira/ FDR)
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O debate sobre o fim da jornada de trabalho de 6×1 (seis dias de trabalho com um dia de folga) atingiu um novo patamar nesta semana. A proposta, que começou como um movimento nas redes sociais, agora é central na pauta do Congresso Nacional, dividindo trabalhadores e o setor empresarial.
Com a crescente pressão popular e o aumento das assinaturas para a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC), a questão da folga extra se torna central para o debate.
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A proposta, liderada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP), visa alterar a Constituição para reduzir o limite de horas semanais trabalhadas. O objetivo principal é diminuir a jornada de 44 horas para 36 horas semanais. O modelo proposto permite cinco dias de trabalho e dois de folga, ou a opção de 4×3 (quatro dias trabalhados e três de folga), sem que haja redução salarial.
Para que uma PEC seja discutida oficialmente, é necessário o apoio de, no mínimo, 171 deputados. Com o aumento das assinaturas nesta quarta-feira (11), a proposta ganha força. Caso atinja o quórum, o texto seguirá para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e, posteriormente, para uma Comissão Especial antes de ser levado ao plenário da Câmara.
O tema divide opiniões. Enquanto o setor empresarial, especialmente em setores que operam 7 dias por semana, teme o aumento dos custos operacionais e possíveis demissões, o movimento “Vida Além do Trabalho” (VAT) defende que a implementação comece pelos setores com maior carga de burnout.
Um ponto crucial da PEC é a proibição de redução salarial. A ideia é que o aumento da produtividade e o bem-estar do funcionário compensem a redução das horas presenciais, seguindo modelos que já estão em teste em outros países.
Autor(a):
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.