PDVSA pede redução na produção de petróleo em meio à crise, pressionando o governo interino da Venezuela. Entenda as consequências dessa decisão!
A estatal petrolífera da Venezuela, PDVSA, está solicitando a algumas joint ventures que diminuam a produção de petróleo bruto, em meio à interrupção das exportações. Essa informação foi confirmada por três fontes próximas à situação neste domingo (4), aumentando a pressão sobre o governo interino que busca se manter no poder.
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As medidas propostas incluem o fechamento de campos petrolíferos e conjuntos de poços, à medida que os estoques em terra aumentam e a empresa enfrenta escassez de diluentes para misturar com o petróleo bruto pesado do país. A Venezuela atravessa uma crise política sob um governo interino.
As exportações de petróleo, a principal fonte de receita do país membro da OPEP, estão paralisadas devido à apreensão de duas cargas de petróleo no mês passado. As cargas da Chevron com destino aos EUA eram uma exceção, pois a empresa possui uma licença de Washington para suas operações.
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Contudo, desde quinta-feira (1°), até mesmo essas cargas foram interrompidas, conforme dados de transporte marítimo divulgados no domingo.
O pedido da PDVSA para reduzir a produção foi direcionado a joint ventures, incluindo a Petrolera Sinovensa da CNPC (China National Petroleum Corporation), a Petropiar e a Petroboscan da Chevron, além da Petromonagas. Esta última, anteriormente operada pela PDVSA e pela estatal russa Roszarubezhneft, agora é administrada exclusivamente pela PDVSA.
A PDVSA e a CNPC não comentaram imediatamente sobre a situação. A Chevron, por sua vez, afirmou que continua a operar em conformidade com todas as leis e regulamentos aplicáveis, mas não forneceu detalhes adicionais. No domingo, trabalhadores da Sinovensa estavam se preparando para desconectar até 10 grupos de poços, devido ao acúmulo excessivo de petróleo bruto extrapesado e à falta de diluentes.
Entretanto, esses poços poderão ser reconectados rapidamente no futuro. A Chevron ainda não reduziu sua produção, pois possui espaço para armazenar petróleo, principalmente na Petropiar, e os navios-tanque continuam a carregar. No entanto, as embarcações não deixaram as águas territoriais do país nos últimos dias, e a capacidade de armazenamento na Petroboscan é limitada, o que pode resultar em cortes, segundo outra fonte.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.