Departamento de Estado dos EUA Classifica PCC e CV como Ameaças à Segurança Regional
Em uma declaração emitida nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “ameaças significativas à segurança regional”.
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A medida surge após o portal Poder360 ter reportado no domingo, 8 de janeiro, que o governo do então presidente Donald Trump (Partido Republicano) planejava anunciar formalmente a designação das organizações como Organizações Terroristas Estrangeiras nos próximos dias.
A documentação que formaliza essa categorização já estaria finalizada.
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De acordo com o Departamento de Estado, a decisão se baseia no envolvimento do PCC e do CV com o narcotráfico, a violência e o crime transnacional. A agência americana enfatizou que não divulga antecipadamente possíveis designações de grupos terroristas nem deliberações sobre essas decisões, mantendo-se “totalmente comprometida em tomar as medidas cabíveis contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas”.
Essa postura contrasta com o que o governo do então Secretário Nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, defendia em maio de 2025.
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Argumentos Contra a Classificação como Terroristas
Em maio de 2025, o então secretário nacional de Segurança Pública, Mário Sarrubbo, argumentava que as facções não poderiam ser enquadradas como “terroristas” porque “não atuam em defesa de uma causa ou ideologia”. Essa perspectiva, no entanto, não se alinha com a avaliação do Departamento de Estado, que considera o impacto das atividades do PCC e do CV na segurança regional como um fator determinante na designação.
Declaração Oficial do Departamento de Estado
A íntegra da nota do Departamento de Estado norte-americano declara: “Os Estados Unidos consideram as organizações criminosas brasileiras, incluindo o PCC e o CV, como ameaças significativas à segurança regional devido ao seu envolvimento com o narcotráfico, a violência e o crime transnacional”.
A agência reafirma seu compromisso em tomar as medidas necessárias contra grupos estrangeiros envolvidos em atividades terroristas.
