Passaporte de Eliza Samudio surge após 16 anos! Descuberto em Portugal, choca família e reacende mistério do crime em 2010. Dona Sonia Fátima Moura exige respostas!
O achamento de um passaporte pertencente a Eliza Samudio, mais de 15 anos após seu trágico assassinato em 2010, reacendeu a dor e a indignação de Dona Sonia Fátima Moura, mãe da jovem. O documento, encontrado intacto em uma residência em Portugal, gerou uma onda de questionamentos sobre o crime e a falta de respostas até o momento.
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Em uma entrevista exclusiva ao portal LeoDias, conduzida pela jornalista Patrícia Calderón, Dona Sonia expressou sua perplexidade com a situação. Ela não compreende como o passaporte sobreviveu ao tempo e acabou aparecendo fora do país, contrastando com a ausência de qualquer vestígio do corpo da filha.
A descoberta foi divulgada em primeira mão pelo portal LeoDias na segunda-feira (5) e rapidamente ganhou destaque nacional, levando uma equipe de reportagem a Portugal em busca de mais informações sobre o caso.
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Para Dona Sonia, o surgimento do documento é um símbolo da injustiça que ela sente. Ela relata que, após o crime, todos os documentos de Eliza e do filho, Bruninho, foram queimados na chácara onde a jovem morava, sem que nada fosse preservado.
Ao relembrar a investigação policial, a mãe lamenta a falta de progresso e a entrega de itens mínimos, como um álbum de fotos com algumas imagens queimadas e uma sandália e óculos pertencentes à filha, após anos de espera.
Segundo o Itamaraty, o passaporte, por ser um documento oficial, ficará à disposição da família ou será incinerado. No entanto, para Dona Sonia, o valor do documento é irrelevante diante da ausência de justiça e respostas concretas sobre o que aconteceu com o corpo da filha.
Ela questiona não apenas o paradeiro do corpo de Eliza, mas também a possível existência de outros envolvidos que nunca foram investigados, incluindo a mulher que alugou o apartamento em Portugal.
Dona Sonia revela que Eliza já havia viajado para Portugal, onde conheceu o jogador Cristiano Ronaldo, mas expressa dúvidas sobre o passaporte e a falta de carimbo, questionando se o documento foi queimado antes.
Em suas palavras finais, a mãe de Eliza é categórica: “Não venham dizer que a minha filha tá viva, porque minha filha não está viva. Eu tenho certeza disso. Se ela tivesse viva em algum canto, ela contaria pra mim. Se não pra mim, pelo menos pro filho dela. Tem mais gente por traz deste crime da Eliza, isso você pode ter certeza. As feridas até hoje não foram cicatrizadas”.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.