Partido Nacional de Honduras pede anulação total das eleições presidenciais de 2025, acusando EUA de interferência e “terrorismo eleitoral”. Crise política se agrava no país
O Partido Nacional de Honduras, partido governista, anunciou no domingo, 7 de dezembro de 2025, a solicitação de uma “anulação total” das eleições presidenciais, alegando interferência dos Estados Unidos. O partido também acusou o sistema de transmissão de resultados de atos de “terrorismo eleitoral”.
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A alegação surge em um momento de crescente tensão política no país.
Desde a sexta-feira, 5 de dezembro de 2025, o Conselho Nacional Eleitoral (CNE) não divulgou novos dados sobre a contagem de votos. O Libre, partido de esquerda, intensificou a pressão, convocando mobilizações, protestos e greves, e instando as autoridades governamentais a não cooperarem com a transição de poder.
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O partido também anunciou a realização de uma Assembleia Extraordinária da Dignidade Nacional em 13 de dezembro. A situação se agrava com a convocação de Moncada para manifestações em Tegucigalpa e outras cidades, classificando a eleição como fraude.
A Organização dos Estados Americanos (OEA) solicitou, no sábado, 6 de dezembro de 2025, que o processo de contagem de votos seja acelerado. O presidente dos Estados Unidos, do Partido Republicano, expressou preocupação com a situação, afirmando que Honduras estaria tentando alterar os resultados da eleição, alertando para “um preço alto” caso isso ocorresse.
O CNE interrompeu a contagem de votos abruptamente na noite de 30 de novembro.
A presidente do país ainda não se manifestou sobre os anúncios de seu partido. A situação eleitoral permanece complexa e incerta, com o CNE semestável sobre a divulgação de novos resultados e a possibilidade de uma crise política mais profunda.
Autor(a):
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.