Parastoo Ahmadi e equipe são condenados a 74 chibatadas por se apresentarem sem hijab no Irã

A cantora iraniana Parastoo Ahmadi e oito membros de sua equipe de produção foram condenados a 74 chibatadas após se apresentarem sem o uso do hijab, conforme informações divulgadas pela organização não governamental Abdorrahman Boroumand Center for Human Rights in Iran.
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A condenação foi proferida pelo Tribunal Penal da República Islâmica, que também impôs a proibição de atividades artísticas e viagens internacionais por dois anos.
Detalhes da Condenação
Segundo a ONG, a decisão judicial foi motivada unicamente pela realização de um show virtual em que a artista não usou o hijab, item considerado obrigatório na legislação iraniana. Além das chibatadas, a sentença incluiu restrições severas à carreira de Ahmadi, que agora enfrenta um período de inatividade artística e limitações para sair do país.
A Abdorrahman Boroumand Center ressalta que essa punição é uma prática comum no Irã, sendo aplicada a vários crimes, incluindo aqueles relacionados a presos políticos desde a década de 1980.
A ONG destacou ainda que as chibatadas são uma forma de punição prevista para pelo menos 149 tipos de crimes no país, refletindo a severidade das leis e o controle social exercido pelo regime iraniano sobre os cidadãos. O uso dessa pena corporal tem sido alvo de críticas internacionais e é amplamente considerado uma violação dos direitos humanos.
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O Show e suas Consequências
O show em questão ocorreu em 2024, onde Parastoo Ahmadi interpretou uma música patriótica intitulada “Az Khoone Javanane Vatan” (Do Sangue da Juventude da Pátria). De acordo com informações do jornal The Guardian, durante o evento, a artista foi brevemente detida.
Após o show, as autoridades iniciaram um processo formal devido à publicação do vídeo da apresentação, que alcançou milhões de visualizações na plataforma YouTube.
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A repercussão do caso gerou indignação entre defensores dos direitos humanos, que veem na condenação uma demonstração da repressão enfrentada por artistas e cidadãos no Irã. A situação de Parastoo Ahmadi destaca os desafios enfrentados por aqueles que tentam se expressar artisticamente em um ambiente onde as liberdades individuais são severamente restringidas.
A condenação de Parastoo Ahmadi e sua equipe reflete não apenas a política cultural do Irã, mas também levanta questões sobre os direitos das mulheres no país e as consequências legais enfrentadas por aqueles que desafiam normas sociais estabelecidas.
A luta por liberdade artística e expressão continua sendo um tema central nas discussões sobre os direitos humanos no Irã.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



