Paramount intensifica sua oferta hostil pela Warner Bros. Discovery, prometendo US$ 650 milhões trimestrais e criando tensão no mercado. Saiba mais!
Na terça-feira (10), a Paramount aumentou seus esforços para tornar sua proposta hostil pela Warner Bros. Discovery (WBD) mais atrativa, visando impedir a aquisição da empresa pela Netflix. A gigante do entretenimento, sob a liderança de David Ellison, anunciou que pagará aproximadamente US$ 650 milhões trimestrais aos acionistas da Warner enquanto o negócio com a Netflix não for finalizado, a partir de 2027.
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Além disso, a Paramount se comprometeu a pagar “integral e prontamente” a taxa de US$ 2,8 bilhões que a Warner deve à Netflix caso o acordo seja cancelado, conforme um novo documento enviado à SEC (Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos).
Este documento é apresentado em um momento em que a WBD se aproxima da finalização do acordo de US$ 83 bilhões para vender seus estúdios e ativos de streaming para a Netflix.
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Embora a Paramount não tenha aumentado sua oferta atual de US$ 30 por ação, totalmente em dinheiro, os novos “aprimoramentos” visam oferecer aos acionistas da WBD “certeza de valor, um caminho regulatório claro e proteção contra a volatilidade do mercado”, conforme destacou Ellison em comunicado.
Após a divulgação da notícia, as ações da WBD abriram com alta de cerca de 1%.
No entanto, há poucas evidências de que os acionistas estejam apoiando a Paramount em número suficiente. A WBD informou que “mais de 93%” dos acionistas estão “rejeitando a proposta inferior da Paramount”. Uma assembleia especial dos acionistas da WBD está prevista para o final de março ou início de abril.
Enquanto isso, a Netflix intensificou sua batalha de relações públicas. Durante uma entrevista na Fox Business Network na segunda-feira (9), o diretor de assuntos globais da Netflix, Clete Willems, alertou sobre a proposta da Paramount. Willems também comentou sobre uma investigação do Departamento de Justiça relacionada às práticas comerciais da Netflix, que foi inicialmente reportada pelo The Wall Street Journal.
Essas investigações, segundo Willems, fazem parte do “processo normal” ao se analisar uma fusão.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.