Paraguai deve alcançar safra recorde de soja de 12,34 milhões de toneladas em 2026

A expectativa de uma safra recorde de soja no Paraguai pode impactar os preços do grão no Brasil, onde a demanda é alta e a oferta paraguaia é significativa.

Paraguai está entre os dez maiores exportadores de soja do mundo

O Paraguai deve alcançar a maior safra de soja da sua história ao final do ciclo 2025/26. Ao mesmo tempo, o milho safrinha entra em uma fase crítica devido ao risco de perda de qualidade dos grãos. Um relatório de julho da StoneX, que foi enviado em primeira mão ao CNN Agro, manteve a estimativa de produção de soja em 12,34 milhões de toneladas, considerando tanto a safra principal quanto a safrinha.

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A projeção para o milho permanece em 5,31 milhões de toneladas.

O mercado brasileiro observa com atenção esse ciclo paraguaio por duas razões principais. Primeiro, muitos “brasiguaios”, agricultores brasileiros que buscam terras para cultivo no Paraguai, têm suas lavouras expandidas nesse país vizinho. Em segundo lugar, a oferta paraguaia afeta os preços no Brasil, já que o Paraguai concentra entre 60% e 70% dos produtores de soja e é o maior fornecedor desse grão ao Brasil.

Produção e Comercialização da Soja

No que diz respeito à soja, a produção se mantém forte, com uma safra principal estimada em 10,94 milhões de toneladas e uma safrinha projetada em 1,40 milhão de toneladas. De acordo com a StoneX, a chegada da segunda safra não pressionou os preços no mercado paraguaio.

A comercialização avança rapidamente, com cerca de 90% da produção já negociada, evidenciando o dinamismo das vendas na região.

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A área total destinada ao cultivo de soja alcança 3,72 milhões de hectares. Os estados mais produtivos incluem Alto Paraná, Itapúa, Canindeyú e Caaguazú. O avanço dessa safra recorde e o bom ritmo das vendas contribuem para garantir a oferta exportável paraguaia em um momento de intensa competitividade na América do Sul no cenário global.

Desafios para o Milho

Já o milho é objeto de preocupação para o segundo semestre devido ao impacto que a qualidade pode ter nos preços recebidos pelos produtores e aos riscos climáticos associados. A questão central passou a ser menos sobre o volume produzido e mais sobre a qualidade do cereal.

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Apesar das colheitas iniciais em junho terem apresentado resultados positivos, as chuvas frequentes e a alta umidade relativa do ar têm favorecido o surgimento de doenças que comprometem essa qualidade.

A consultoria StoneX alerta que o risco não está relacionado a uma quebra significativa na produtividade, mas sim no aumento dos lotes com grãos danificados que podem sofrer descontos na entrega às indústrias. “Alguns produtores já relataram cargas próximas ao limite de tolerância nas primeiras entregas”, destaca o documento da StoneX.

A colheita também sofreu atrasos; as chuvas previstas para início de julho devem dificultar a secagem natural do milho e estender o calendário dos trabalhos. Inicialmente programada para terminar neste mês, agora pode se prolongar até agosto. No mercado, as negociações do cereal estão lentas porque grande parte da produção ainda permanece nos campos.

Atualmente, os preços giram em torno de US 140 por tonelada; no entanto, as cotações nas próximas semanas dependerão da entrada mais robusta da oferta no mercado.