Paquistão declara guerra ao Afeganistão! Bombardeios e caos em Cabul e Kandahar. Crise na Ásia Central explode com ataques e retaliações. Saiba mais!
O Paquistão intensificou a crise no Afeganistão, lançando ataques em várias cidades do país vizinho, incluindo a capital Cabul, e declarando “guerra aberta”. A ação, que ocorreu nesta sexta-feira (27), representa um agravamento da situação após dias de confrontos e levanta preocupações sobre possíveis repercussões na Ásia Central.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O ministro da Defesa paquistanês, Khawaja Asif, afirmou que a paciência do Paquistão havia atingido seu limite, justificando a declaração de guerra.
A escalada do conflito se iniciou após uma ofensiva da força de segurança afegã na fronteira, em resposta aos bombardeios paquistaneses da semana passada. O porta-voz do governo afegão, Zabihullah Mujahid, expressou o desejo de que o problema seja resolvido por meio do diálogo, mas a situação permanece tensa.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Jornalistas da AFP relataram a presença de caças sobrevoando Cabul e Kandahar, um importante centro do sul do Afeganistão, intensificando a atmosfera de incerteza.
As informações sobre a situação são contraditórias. O porta-voz afegão Mujahid relatou a morte de dezenas de soldados paquistaneses, ferimentos e o sequestro de mais de 15 postos avançados, enquanto o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, negou que qualquer posto avançado tenha sido tomado ou danificado, afirmando que os paquistaneses infligiram “graves perdas” aos afegãos.
A situação é complexa, marcada por relações históricas tensas entre Paquistão e Afeganistão. O Paquistão foi um dos primeiros países a reconhecer o Talibã como governo legítimo em 1996, mas as relações se deterioraram significativamente nos últimos anos, com o Paquistão acusando o Talibã de permitir a presença de grupos armados anti-Paquistão em seu território.
A questão da deportação de refugiados afegãos também contribuiu para a escalada da tensão.
O ministro da Defesa do Paquistão acusou o Talibã de tornar o Afeganistão uma “colônia da Índia”, intensificando suspeitas de uma possível aliança entre Nova Déli e Cabul. A Índia, que historicamente se opôs ao Talibã, reabriu sua embaixada em Cabul em 2022 e estabeleceu um diálogo com o grupo, buscando conter a influência do Paquistão.
Analistas apontam que a lógica do “inimigo do meu inimigo” está se tornando um fator crucial na região.
Diante da escalada do conflito, países como Irã e China se apresentaram como mediadores, buscando um cessar-fogo e evitando um derramamento de sangue. Após um cessar-fogo inicial, negociações foram realizadas, mas sem sucesso em alcançar um acordo duradouro.
A tensão entre Paquistão e Afeganistão, somada às rivalidades regionais, especialmente com a Índia, representa um desafio complexo para a estabilidade da Ásia Central.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.