Paola Stefany Neto Cirino é presa após confessar assassinato de casal de idosos em Belo Horizonte
A audiência de custódia de Paola Stefany Neto Cirino, que confessou o assassinato, ocorrerá nesta sexta-feira, enquanto investigações sobre o crime continuam.
Um laudo pericial da Polícia Civil de Minas Gerais revelou a presença do medicamento clonazepam no sangue do casal de idosos assassinados a facadas em Belo Horizonte. A principal suspeita do crime, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, foi presa na madrugada desta quarta – feira (1°) e passará por audiência de custódia nesta sexta – feira (3), às 13h 30, na Central de Audiência de Custódia em Lagoinha, na região Noroeste da capital mineira.
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Segundo as investigações da PCMG, Paola teria dopado as vítimas para dificultar uma possível defesa. No momento da prisão, realizada em um hotel onde estava escondida, ela não resistiu e declarou que esperava ser encontrada pelas autoridades, afirmando que se não fosse localizada, se apresentaria à delegacia.
Confissão e Motivações
Diante dos agentes, a suspeita confessou o assassinato e alegou ter tido um “surto psicótico”. Em seu depoimento, Paola afirmou que ao cometer o crime destruiu sua própria vida e a das vítimas. Ela também relatou que após roubar o casal, “não ficou satisfeita” e decidiu matá – los.
A CNN Brasil teve acesso a imagens do momento da prisão e dos objetos subtraídos das vítimas que foram encontrados espalhados pelo quarto onde Paola estava. A polícia informou que a maioria dos itens já foi recuperada e devolvida à família das vítimas.
Os relógios pertencentes ao casal foram localizados e devolvidos pelo comprador na quinta – feira (2/7), sem indícios de má – fé por parte dele.
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Dinâmica do Crime
No dia do crime, ocorrido na última segunda – feira (29), câmeras de segurança registraram Paola entrando no prédio às 07h 30 e saindo por volta das 15h 30. Nas imagens, ela aparece com roupas diferentes e carregando uma bolsa original junto com duas sacolas grandes adicionais.
Ainda não há confirmação sobre a participação de outros envolvidos no crime. Após deixar o prédio, Paola foi vista entrando em um carro que poderia ser dirigido por um segundo cúmplice ou por um motorista de aplicativo. Na residência dela, a polícia encontrou uma mulher que se apresentou como tia da suspeita.
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Segundo este familiar, Paola retornou para casa por volta das 19h acompanhada de seu filho e com uma mochila preta que alegou ter ganhado.
Após essa visita, Paola recolheu seus pertences e os do filho, informando à tia que viajaria para o Espírito Santo ou se hospedaria em um hotel antes de desaparecer novamente.