Impactos da Pandemia no Tratamento do Câncer
As falhas nos serviços de rastreamento, diagnóstico e tratamento do câncer durante a pandemia de Covid-19 resultaram em piores desfechos clínicos para pacientes oncológicos. Essa conclusão é parte de um conjunto de estudos realizados pelo Centro de Câncer Markey, da Universidade de Kentucky, que destaca a urgência de fortalecer o sistema de saúde e expandir programas de detecção precoce em futuras crises sanitárias.
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O estudo, publicado na revista JAMA Oncology, analisou dados de mais de um milhão de pessoas entre 2020 e 2021. As informações foram extraídas do banco Surveillance, Epidemiology and End Results (SEER), do Instituto Nacional do Câncer dos Estados Unidos, que abrange cerca de 42% da população do país.
Os pesquisadores notaram uma redução na taxa de sobrevivência tanto em pacientes com câncer em estágio inicial quanto em casos avançados.
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Resultados Alarmantes
Pacientes com 65 anos ou mais apresentaram algumas das quedas mais significativas nas taxas de sobrevivência. Tipos específicos de câncer, como o colorretal, de pâncreas e de próstata, também mostraram diminuições notáveis na sobrevida. A análise revelou que indivíduos diagnosticados nos dois primeiros anos da pandemia tinham menos chances de sobreviver ao primeiro ano após o diagnóstico em comparação com aqueles diagnosticados entre 2015 e 2019.
O levantamento sugere um aumento de aproximadamente 13% nas mortes relacionadas ao câncer durante esse período, superando as expectativas. Segundo Todd Burus, autor sênior do estudo e professor assistente da Faculdade de Medicina da Universidade de Kentucky, é lamentável que, enquanto esforços eram feitos para salvar vidas contra um novo vírus, o atendimento a pacientes com câncer tenha sido comprometido.
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Conclusões e Recomendações
As conclusões do estudo corroboram achados de pesquisas anteriores da mesma instituição, publicadas em fevereiro e setembro de 2024, que estimaram cerca de 150 mil casos de câncer possivelmente não diagnosticados nos primeiros anos da pandemia. Juntas, essas investigações evidenciam os efeitos duradouros da crise sanitária sobre o tratamento do câncer e ressaltam a necessidade de um sistema de saúde mais preparado para enfrentar emergências.
