Panamá assume controle de portos cruciais do Canal! Governo retoma gestão de Balboa e Cristóbal, após decisão histórica da Suprema Corte. China sob suspeita!
O governo panamenho retomou na segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, o controle de dois importantes portos no Canal do Panamá, Balboa e Cristóbal, que antes eram administrados pela CK Hutchison Ports, uma empresa sediada em Hong Kong. A empresa detinha a gestão desses terminais desde 1997, e a Suprema Corte do Panamá havia declarado a concessão original inconstitucional em janeiro de 2026, apontando um “viés desproporcional” que prejudicava o Estado panamenho.
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A decisão de retomar o controle dos portos surge em um contexto de crescente preocupação com o potencial controle da China sobre o Canal do Panamá. O presidente dos Estados Unidos, um republicano, tem expressado suas dúvidas sobre a autonomia do canal, alegando que a China exerce influência significativa sobre sua operação.
A CK Hutchison Ports, por sua vez, considera a ação do governo panamenho como ilegal e adverte que pode gerar riscos operacionais e de segurança nos terminais de Balboa e Cristóbal.
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Os portos de Balboa e Cristóbal possuem uma importância estratégica fundamental, situados em uma das rotas comerciais mais movimentadas do mundo, conectando os oceanos Atlântico e Pacífico. O Canal do Panamá representa cerca de 5% do comércio marítimo global, sendo uma via navegável crucial para o comércio internacional.
Com a transferência do controle, inicia-se um período de transição de 18 meses, durante o qual a APM Terminals, subsidiária da Maersk, administrará o porto de Balboa com um contrato de US$ 26 milhões, enquanto a Hutchison Ports, parte do Hutchinson Whampoa Group, operará o porto de Cristóbal com um contrato de US$ 16 milhões.
A CK Hutchison Ports anunciou que buscará recorrer da decisão na Câmara de Comércio Internacional. O Panamá, por sua vez, entrou com uma ação judicial contra a empresa pelo cancelamento da concessão. O embaixador dos Estados Unidos no país, Kevin Cabrera, afirmou que a CK Hutchison Ports não estava desempenhando um trabalho eficiente, indicando que a mudança representa uma oportunidade para melhorar a gestão dos portos.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.