PagBank surpreende com lucro de R$ 575 milhões no 1º trimestre de 2026 e revela crescimento robusto
PagBank surpreende com lucro líquido de R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2026, superando expectativas. Descubra os detalhes desse desempenho!
PagBank registra lucro líquido de R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2026
O banco digital PagBank anunciou um lucro líquido recorrente de R$ 575 milhões no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 4% em comparação ao mesmo período de 2025, conforme o balanço divulgado nesta terça-feira (12). Analistas esperavam, em média, um lucro líquido de R$ 580 milhões para a instituição pertencente ao grupo UOL, segundo dados da LSEG.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A receita líquida do banco alcançou R$ 3,3 bilhões no primeiro trimestre, apresentando um aumento de 6% em relação ao ano anterior, impulsionada pela aceleração da plataforma de banking, conforme informou a empresa. O indicador de rentabilidade ROAE do PagBank subiu para 15,8%, um incremento de 80 pontos básicos em relação ao ano passado.
Base de clientes e volume de transações
Ao final do trimestre, o PagBank contava com uma base de 34 milhões de clientes, um crescimento de 6% em relação ao ano anterior. Esse aumento refletiu no volume de cash-in, que totalizou R$ 81 bilhões, representando uma alta de 11% em comparação ao ano anterior.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Os depósitos somaram R$ 42 bilhões, um avanço de 23% na base anual, enquanto a carteira de crédito atingiu R$ 5 bilhões, com um crescimento de 36% ano a ano, segundo a instituição financeira.
Esse aumento percentual superou levemente a projeção de expansão da carteira que a companhia havia estabelecido para o ano, que variava entre 25% e 35%. Gustavo Sechin, diretor financeiro do PagBank, comentou sobre a capacidade da instituição de operar em ambientes de instabilidade e incerteza, em meio ao atual cenário macroeconômico do país.
Leia também
Perspectivas e impacto do Novo Desenrola
O banco revisou suas expectativas em relação à taxa Selic para o final do ano, prevendo um número mais próximo de 13,50%, conforme afirmou Carlos Maud, CEO do PagBank. Em relação ao Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas lançado pelo governo federal, a instituição vê a iniciativa de forma positiva, mas não espera grandes impactos em seus negócios. “Estamos com quase toda a população economicamente ativa com algum tipo de apontamento negativo de crédito, e o crédito é muito relevante para impulsionar o consumo”, destacou o CEO.
O Novo Desenrola, que foi lançado no início do mês, visa a renegociação de dívidas para famílias, micro e pequenas empresas e agricultores familiares, com a previsão de utilizar até R$ 15 bilhões em garantias da União para oferecer juros mais baixos aos devedores, gerando um impacto fiscal de até R$ 5 bilhões.
Inadimplência e cenário econômico
O PagBank também considera que as altas taxas de inadimplência no país têm pouco impacto em seus negócios. “Esses grandes movimentos de inadimplência são menos importantes para nós, pois ainda estamos no início da nossa jornada. O elemento macroeconômico ainda não pressiona nosso portfólio, dado que temos R$ 5 bilhões de carteira de crédito”, ressaltou o CEO.
Recentemente, o Banco Central informou que a taxa de inadimplência em recursos livres subiu para 5,5% em fevereiro, em comparação a 5,3% em janeiro, atingindo o nível mais alto desde agosto de 2017. Em um período de 12 meses, esse indicador aumentou em 1,0 ponto percentual.