Padre revela desafios do celibato e a complexidade da sexualidade na vida sacerdotal

No videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, Padre discute celibato e sexualidade, revelando desafios e reflexões surpreendentes sobre a vida sacerdotal.

Entrevista com Padre sobre Celibato e Sexualidade

Nesta quarta-feira (13), o jornal O Globo disponibilizou no YouTube a edição do videocast “Conversa Vai, Conversa Vem”, apresentado por Maria Fortuna, que contou com a participação do padre. Durante a entrevista, o religioso abordou como lida com o celibato e o desejo sexual.

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O padre destacou que enfrenta dificuldades como qualquer pessoa que busca ser fiel à sua escolha. “Quando um homem se casa, ele precisa ser fiel a uma esposa; quando você se casa, deve ser fiel ao seu esposo, se esse é o seu propósito cristão”, afirmou.

Ele também comentou sobre os limites e possibilidades da vida sacerdotal, ressaltando sua paixão pela academia e pela arte como formas de sublimar seus sentimentos.

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“A sublimação vai preenchendo o seu coração e você vai se acostumando. É interessante porque é uma reflexão que eu tenho feito há muito tempo. Nós limitamos muito os nossos desejos aos desejos carnais”, refletiu o padre. Ele enfatizou que suas necessidades humanas estão ligadas ao alimento espiritual, afirmando que a religião deve ser um espaço de espiritualidade, onde a vida espiritual em dia traz prazer.

Vida Sexual do Padre

Em outro momento da conversa, o padre comentou sobre a curiosidade em torno da vida sexual dos sacerdotes, afirmando que está habituado a isso. A entrevistadora questionou: “Mas a vida sexual do padre existe?”. Ele respondeu: “Claro, porque sexualidade é tudo que me envolve.

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Você pode não ter a vida genital, mas a sexualidade envolve todos os nossos afetos”.

O padre explicou que o amor entre um homem e uma mulher, mesmo sem relações sexuais, é considerado vida sexual, pois todos os sentimentos estão interligados. “Você acha que a força da comunicação vem de onde? A força daquilo que fazemos é sempre um processo de sedução.

Nós não sabemos que estamos articulando aquilo”, esclareceu.