Ouro inicia 2026 em queda, com investidores atentos a tensões geopolíticas. Enquanto isso, a prata se valoriza, impulsionada por demanda crescente.
O preço do ouro registrou uma queda nesta sexta-feira (2), marcando a primeira sessão do ano. Investidores estão avaliando os riscos associados a tensões geopolíticas e a valorização da commodity, que é vista como um porto seguro. A liquidez do mercado ainda é limitada devido ao feriado de Ano-Novo.
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Na Comex, divisão de metais da Nymex, o ouro para entrega em fevereiro encerrou com uma baixa de 0,26%, cotado a US$ 4.329,60 por onça-troy. Em contraste, a prata para março apresentou uma alta de 0,6%, alcançando US$ 71,02 por onça-troy, impulsionada pela expectativa de uma demanda robusta.
Ouro, tradicionalmente considerado um ativo seguro em tempos de incerteza, chegou a registrar uma alta de 1% durante a manhã, impulsionado por notícias sobre tensões entre Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos. Relatos indicam que aviões de guerra sauditas atacaram forças no sul do Iémen que são apoiadas pelos emiráticos.
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Além disso, a Rússia informou que a Ucrânia lançou um ataque de drones em uma vila ocupada na região de Kherson. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou que 90% do acordo de paz está finalizado, mas os 10% restantes são críticos, envolvendo questões sensíveis para ambos os países em conflito.
De acordo com o Deutsche Bank, tanto o ouro quanto a prata estão recebendo suporte devido às crescentes preocupações dos investidores em relação à inflação a longo prazo, o que tem contribuído para a alta nos preços dessas commodities. Na próxima semana, importantes indicadores econômicos serão divulgados, o que pode influenciar a trajetória de juros do Federal Reserve.
Se os dados indicarem a continuidade do ciclo de flexibilização monetária, é possível que os preços do ouro aumentem ainda mais, uma vez que a commodity tende a se beneficiar de juros mais baixos.
Autor(a):
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.