Ouro fecha em alta de 2,33% após payroll fraco e maior valorização semanal desde janeiro

A alta do ouro reflete a busca por segurança em meio a incertezas econômicas e geopolíticas, com bancos centrais mantendo a demanda pelo metal precioso.

Imagem ilustrativa de barras de ouro

O contrato mais líquido do ouro fechou em alta na última sexta – feira (7), marcando o fim de uma semana que registrou a maior valorização do ativo desde janeiro. As expectativas em relação ao conflito no Oriente Médio, somadas à divulgação de um payroll que mostrou um mercado de trabalho americano mais fraco, reforçaram a percepção de que o Federal Reserve (Fed) deve manter as taxas inalteradas na próxima reunião.

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Essa situação aumentou o apelo por ativos que não geram juros, como o metal precioso.

Na divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para entrega em dezembro teve um aumento de 2,33%, atingindo US 4.399,7 por onça – troy. Ao longo da semana, a valorização foi significativa, com alta aproximada de 8,6%. A prata também se destacou, com um avanço de 3,07% para setembro, alcançando US 63,499 por onça – troy.

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Tendências e expectativas no mercado

A Capital Economics observou que, após a intervenção no iene na semana anterior, a possibilidade de pressão do governo dos EUA sobre autoridades estrangeiras para evitar a venda de ativos denominados em dólares pode ter tornado os ativos alternativos mais atraentes. “Sustentamos há muito tempo a visão de que a demanda dos bancos centrais constituiria uma fonte significativa e constante de procura, sustentando os preços do ouro acima da sua tendência de longo prazo”, afirmam os analistas.

Segundo a análise da Capital Economics, essa demanda não é necessariamente resultado de um movimento amplo de desdolarização, mas sim da atratividade do ouro em cenários marcados por riscos fiscais elevados e tensões geopolíticas. “As compras de ouro pelos bancos centrais desaceleraram neste ano, mas isso provavelmente reflete a forte alta dos preços do metal impulsionada por uma dinâmica especulativa”, explicam.

Impactos das operações cambiais

A instituição ressalta ainda que a capacidade dos bancos centrais realizarem operações cambiais sem provocar preocupação no governo dos EUA quanto aos impactos nos mercados de títulos americanos pode estimular ainda mais a demanda pelo metal precioso.

Isso poderia garantir uma sustentação nos preços do ouro no médio e longo prazo.

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Além disso, informações da Bloomberg indicam que o Banco do Povo da China (PBoC) está ampliando suas reservas de ouro em Hong Kong. As adições mais recentes estão acelerando uma tendência já observada: o PBoC tem retirado parte do seu estoque de Londres e movido – o para casa.