Os preços do ouro e da prata disparam nesta terça-feira (3), com o ouro subindo 6,9% e a prata saltando 11,7%. Descubra os motivos dessa recuperação impressionante!
Os preços do ouro e da prata apresentaram uma recuperação significativa nesta terça-feira (3), após uma forte liquidação nas sessões anteriores. O ouro está a caminho de registrar seu maior aumento diário desde novembro de 2008, impulsionado pela busca por oportunidades de compra em meio a fundamentos robustos.
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O ouro à vista subiu 6,9%, alcançando US$ 4.985,44 por onça, recuperando-se da mínima de segunda-feira, que foi de US$ 4.403,24. No entanto, o metal ainda está abaixo do pico recorde da semana passada, que foi de US$ 5.594,82.
Os futuros do ouro nos EUA, com entrega em abril, tiveram um aumento de 7,7%, atingindo US$ 5.011 por onça. A prata, por sua vez, saltou 11,7%, alcançando US$ 88,74 por onça, após uma queda recorde de 27% na sexta-feira e perdas de 6% na segunda-feira.
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Peter Grant, vice-presidente e estrategista sênior de metais da Zaner Metals, comentou sobre as recentes perdas, considerando-as uma correção dentro da tendência de alta de longo prazo. Ele destacou que os fundamentos que sustentaram o ouro nos últimos anos continuam sólidos.
Grant também mencionou que é provável que o mercado passe por um período de consolidação, com US$ 4.400 atuando como um importante nível de suporte e resistência em torno de US$ 5.100. Os metais preciosos enfrentaram recuos nas últimas sessões após a nomeação de Kevin Warsh como próximo presidente do Federal Reserve, substituindo Jerome Powell em maio.
Os investidores aguardam que Warsh defenda cortes nas taxas de juros, mas também aperte o balanço do Fed. Além disso, o CME Group aumentou os requisitos de margem para futuros de metais preciosos, o que impactou ainda mais os preços.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.