Ouro atinge US$ 5 mil por onça-troy, impulsionado por dólar fraco e tensões geopolíticas. Descubra o que isso significa para o mercado!
Na segunda-feira (9), o preço do ouro registrou uma alta significativa, superando a marca de US$ 5 mil por onça-troy. Esse movimento foi impulsionado por um dólar fraco e a continuidade das tensões geopolíticas. Os investidores estão buscando o metal precioso como uma opção segura, especialmente com a proximidade da divulgação do payroll e do CPI (índice de preços ao consumidor) nos Estados Unidos, que podem influenciar as expectativas sobre a política monetária do Fed.
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Na Comex, a divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril fechou com um aumento de 2%, cotado a US$ 5.079,40 por onça-troy. A prata para março também teve um desempenho positivo, subindo quase 7%, alcançando US$ 82,234 por onça-troy.
O MUFG destacou que os investidores estão atentos a dados econômicos e de inflação dos EUA, buscando pistas sobre possíveis cortes nas taxas de juros, o que favorece o ouro. O ANZ Research também observou que as perspectivas otimistas de longo prazo para o metal precioso foram reafirmadas pelos investidores.
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No cenário geopolítico, as incertezas persistem na relação entre os EUA e o Irã, especialmente após novas ameaças no fim de semana. O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que o país está preparado para um conflito, se necessário.
Além disso, há expectativas de uma reunião entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, na quarta-feira (11) para discutir a situação.
Apesar do impulso proporcionado pelo dólar fraco e pela expectativa de indicadores econômicos relevantes, a Pepperstone alerta que a falta de novos catalisadores pode limitar a alta do ouro, mesmo com as compras contínuas por parte dos bancos centrais.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.