Ouro fecha em alta pela sétima vez consecutiva
O preço do ouro subiu nesta quarta-feira (28), marcando a sétima sessão consecutiva de alta, superando a marca de US$ 5.300 pela primeira vez. Esse movimento é impulsionado pela busca por proteção em meio a incertezas econômicas e geopolíticas, mesmo com a recuperação do dólar no mercado internacional.
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As expectativas em relação à política monetária do Federal Reserve (Fed) também influenciaram o mercado. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York, o ouro para fevereiro encerrou com alta de 4,35%, cotado a US$ 5.303,60 por onça-troy. Durante o dia, o metal dourado atingiu o valor máximo de US$ 5.323,40.
A prata para março também teve um bom desempenho, avançando 7,15%, a US$ 113,53 por onça-troy.
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Expectativas e análises do mercado
Analistas do Maybank destacaram uma “confluência de riscos negativos para o dólar”, o que favorece a valorização do ouro e da prata. A percepção de fragilidade da moeda americana tem levado investidores a migrar para metais preciosos, tornando-os mais acessíveis para quem possui outras divisas.
Soojin Kim, do MUFG, comentou que a alta acentuada do ouro reflete um cenário de maior risco econômico e geopolítico, incluindo mudanças na política dos EUA e tensões nos mercados de títulos. Esse contexto tem gerado uma “operação de desvalorização cambial”, com investidores buscando segurança fora de ativos mais voláteis.
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Perspectivas futuras para os metais preciosos
O Deutsche Bank prevê que o avanço do ouro pode ganhar força ao longo do ano, podendo alcançar US$ 6.000 por onça-troy. O banco acredita que esse rali é impulsionado por fatores estruturais, como o aumento das alocações em reservas oficiais e o crescente interesse por ativos reais, desvinculados do dólar.
Por outro lado, analistas do Saxo Bank notaram que a expectativa de juros mais baixos nos EUA a longo prazo deve beneficiar os metais preciosos, ao reduzir o custo de oportunidade de manter ativos que não geram juros. Na tarde desta quarta-feira, o Fed deve anunciar sua decisão sobre as taxas de juros, com a expectativa de manutenção dos níveis atuais, enquanto o mercado aguarda o anúncio do sucessor de Jerome Powell.
Outros metais preciosos também se recuperaram, seguindo a tendência do ouro, após uma queda significativa de mais de 10% na véspera. A platina para abril fechou em alta de 3,63%, a US$ 2.629,50, e o paládio para março subiu 8,76%, a US$ 2.045,30.
