Ouro atinge nova máxima histórica com alta significativa
Na última sexta-feira (23), o preço do ouro registrou uma alta, alcançando uma nova máxima histórica próxima a US$ 5 mil. Esse movimento foi impulsionado pela busca crescente por proteção, a desvalorização do dólar e a continuidade das incertezas econômicas e geopolíticas.
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A valorização do metal precioso reflete uma forte demanda por ativos reais, com destaque também para a prata, que atingiu um patamar recorde. Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro com vencimento em fevereiro subiu 1,35%, fechando a US$ 4.979,70 por onça-troy.
Durante o dia, o metal chegou a ser cotado a US$ 4.989,90.
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Desempenho da prata e outros metais preciosos
A prata para março teve um avanço de 5,15%, encerrando a US$ 101,33 por onça-troy, com uma máxima intraday de US$ 101,68. Na semana, tanto o ouro quanto a prata apresentaram ganhos significativos, de 8,36% e 14,45%, respectivamente.
O ING destacou que o aumento da prata foi impulsionado pela demanda por proteção e pelo consumo industrial robusto, em um mercado físico apertado e com oferta limitada. Outros metais preciosos também tiveram um desempenho positivo, com a platina para abril subindo 6,38%, a US$ 2.741,30, e o paládio para março avançando 5,18%, a US$ 2.027,60.
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Perspectivas para o mercado de metais preciosos
De acordo com a RHB Retail Research, o impulso altista do ouro permanece sólido, com indicações de que o preço pode se estender até a região de US$ 5.200 por onça-troy. A Pepperstone observa que o ouro está se consolidando como uma proteção contra a imprevisibilidade da política americana.
Embora os temores imediatos de tarifas entre os EUA e a Europa tenham diminuído, os ganhos do metal precioso se mantiveram. Bancos centrais, especialmente de economias emergentes, estão constantemente buscando reduzir a exposição ao dólar e aumentar suas reservas em ouro.
Analistas do Saxo Bank afirmam que o recente rali do ouro é sustentado pela demanda firme de bancos centrais e por fatores estruturais favoráveis a ativos reais, como a fraqueza do dólar e o elevado endividamento público global. O ING também ressalta que o ouro se aproxima do nível de US$ 5.000, sustentado por compras oficiais e tensões geopolíticas.
