Ouro atinge nova alta pela oitava vez consecutiva, impulsionado por incertezas geopolíticas e busca por proteção. Descubra os detalhes dessa volatilidade!
Na quinta-feira (29), o ouro registrou uma alta pela oitava sessão seguida, alcançando novos recordes em um dia marcado por volatilidade. O mercado de metais preciosos avaliou incertezas geopolíticas e a deterioração do sentimento de risco no exterior, o que impulsionou a busca por ativos de proteção.
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Na Comex, divisão de metais da bolsa de Nova York (Nymex), o ouro para abril encerrou com alta de 0,27%, cotado a US$ 5.354,80 por onça-troy. A prata para março também teve um desempenho positivo, subindo 0,78% e atingindo US$ 114,43 por onça-troy, após alcançar uma máxima histórica de US$ 121,78 mais cedo.
O dia começou com o ouro em forte alta, atingindo um pico histórico de US$ 5.626,80 durante a madrugada, impulsionado pelas operações nos mercados asiáticos. No entanto, o metal precioso perdeu parte de seus ganhos no início da tarde, chegando a uma mínima de US$ 5.126,00, em um movimento que coincidiu com a queda das bolsas de Nova York e a valorização do dólar frente ao euro e à libra.
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A volatilidade no mercado cambial continuou a impactar os metais preciosos, que recuperaram força no final da sessão, impulsionados pelo enfraquecimento da moeda americana, embora ainda distantes das máximas do dia. Segundo a analista do MUFG, Soojin Kim, as tensões geopolíticas e as preocupações sobre a política do Fed (Federal Reserve) reforçaram a expectativa de desvalorização do dólar.
Em meio a esse cenário, a Casa Branca informou que o presidente dos EUA, Donald Trump, ainda não decidiu sobre um possível ataque ao Irã, mas planeja se reunir com Israel e outros aliados para discutir a situação. Teerã, por sua vez, recebeu um lote de mil drones, conforme noticiado pela Tasnim.
O Conselho Mundial do Ouro destacou que a demanda global pelo metal deve permanecer forte ao longo deste ano e além, impulsionada por taxas de juros mais baixas e incertezas nos mercados de títulos. O Société Générale e o Deutsche Bank projetam que o preço do ouro pode atingir US$ 6.000 por onça, enquanto o Morgan Stanley espera que os valores cheguem a US$ 5.700 no segundo semestre.
Além disso, a platina para abril também atingiu um novo recorde histórico, alcançando US$ 2.816,60 por onça, mas fechou em queda de 0,43%, a US$ 2.618,30. O paládio para março caiu 1,31%, cotado a US$ 2.018,60, embora tenha registrado uma máxima intraday de US$ 2.172,50, o maior nível desde 2022, segundo o MarketWatch.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.