Oscar Schmidt: a trajetória emocionante da lenda do basquete brasileiro e sua Brasília inesquecível

Oscar Schmidt: lenda do basquete brasileiro
O ex-jogador Oscar Schmidt, um dos ícones do basquete mundial, morreu nesta sexta-feira (17), em Santana de Parnaíba (SP). Durante os primeiros anos de sua carreira, ele desfrutou de momentos de lazer a bordo de uma Volkswagen Brasília, presente que recebeu de aniversário ao completar 18 anos. “Cheguei a São Paulo em 1974, para jogar no time do Palmeiras.
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Na época, morava com mais oito jogadores em uma república de atletas no bairro da Pompéia. Após duas temporadas defendendo a equipe, completei 18 anos. Fui tirar a carteira de motorista, mas não tinha dinheiro para bancar um automóvel”, relembrou em entrevista à revista, em dezembro de 2011.
Oscar recordou que “era meio queridinho do patrocinador do time, o doutor João Marino. Eu atuava bem, era dedicado e ele sempre me apoiou e investiu na minha carreira. Alguns meses depois do aniversário, para minha surpresa, meu técnico na época, o Cláudio Mortari, me levou a uma concessionária para escolher uma ‘caranga’.
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Isso representou um prêmio do Marino pelo meu desempenho em quadra”. Ele escolheu uma Brasília zero quilômetro na cor vinho e começou a dar carona aos colegas de equipe. “Depois desse dia, virou uma festa. Eu era o único motorizado da turma”.
Momentos de lazer e desafios
“Mas quem aproveitou foi a minha mulher, Cristina. A gente namorava havia um ano e achávamos o máximo passear no veículo. Quase todo fim de semana íamos à Praça do Pôr do Sol, no Alto de Pinheiros. Quando o tempo estava bom, o destino era o Guarujá”, cidade da Baixada Santista.
Antes de se tornar uma lenda, Oscar enfrentou dificuldades para manter o carro. “Naquela época, ganhava pouco, só o suficiente para me manter. Apesar do sufoco, dava para investir em algum equipamento para o automóvel. Eu tinha um [rádio] toca-fitas comprado na Galeria Pagé, no centro [de São Paulo] e rodas ‘gaúchas’, que eram moda na época”.
Ele também mencionou que, “de vez em quando, precisava deixá-la na garagem porque não dava para colocar gasolina do tanque”, relembrando os desafios financeiros de um atleta iniciante. A Brasília vinho foi trocada dois anos depois por outra na cor bege. “Me envolvi num acidente de trânsito por bobagem, coisa de iniciante.
Em vez de brecar, acelerei e acertei outro motorista em um cruzamento perto da Avenida Pompéia. Imagine a tristeza. Mandei consertar a lataria e acabei vendendo para uma concessionária. A essa altura, já ganhava um pouco melhor e pude comprar o segundo carro.
Gostava tanto da primeira, que optei por outra Brasília”, contou.
A morte de Oscar Schmidt
Oscar Schmidt, conhecido como “Mão Santa”, faleceu na sexta-feira (17), aos 68 anos. Ele eternizou a camisa 14 da seleção brasileira de basquete. A informação foi confirmada pela assessoria do ex-jogador. Oscar chegou a ser hospitalizado, e segundo relatos de familiares, sua saúde já estava debilitada após uma cirurgia.
Ele sofreu uma parada cardiorrespiratória em sua residência e foi encaminhado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas chegou à unidade sem sinais vitais. A prefeitura informou que o ex-atleta já estava em parada cardiorrespiratória no momento do atendimento e não resistiu.
Tadeu lamentou a morte do irmão, Oscar Schmidt, referindo-se a ele como “Meu maior ídolo”.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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