Oruam se torna foragido: rapper enfrenta novo mandado e fuga! Justiça intensifica buscas por artista, que antes usava tornozeleira eletrônica. Saiba mais!
O rapper Mauro Davi dos Santos Nepomuceno, conhecido artisticamente como Oruam, não deve comparecer à Justiça nos próximos dias, mesmo com a emissão de um novo mandado de prisão contra ele. A situação gerou grande atenção, considerando que o artista já estava sob medidas alternativas à prisão, incluindo o uso de uma tornozeleira eletrônica, que recentemente foram suspensas.
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A informação foi confirmada pela equipe jurídica do artista, que se manifestou à Band logo após a decisão judicial. Em comunicado, os advogados informaram que não há planos de entrega voluntária nos próximos dias, e que a equipe legal de Oruam está acompanhando de perto todos os procedimentos do caso, avaliando possíveis recursos.
O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), determinou a manutenção do mandado de prisão. Isso invalidou a liminar que permitia o cumprimento das medidas alternativas à prisão, anteriormente adotadas com o monitoramento eletrônico.
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Essa revogação representa um ponto crucial no caso, classificando Oruam como foragido. Na terça-feira (3/2), agentes da Polícia Civil realizaram buscas em diversos locais ligados ao artista, incluindo sua residência no bairro da Freguesia, Zona Sudoeste do Rio de Janeiro, porém ele não foi encontrado.
A ausência do rapper durante as buscas resultou em sua designação como foragido, o que implica na intensificação dos esforços policiais para localizá-lo, monitorando rotas, redes sociais e possíveis contatos próximos. O processo que levou à prisão do artista detalha uma série de falhas no cumprimento das condições impostas pela Justiça.
A juíza Tula Melo apontou falhas frequentes no monitoramento eletrônico e registros de deslocamentos durante a madrugada, período em que Oruam deveria estar em recolhimento domiciliar. Essas irregularidades não ocorreram de forma isolada, mas de maneira recorrente ao longo do período de monitoramento.
A defesa do artista alega que os problemas foram causados por falhas técnicas na tornozeleira eletrônica, afirmando que o dispositivo não estava funcionando adequadamente. Os advogados reforçam que a intenção de Oruam era cumprir as medidas, mas que os problemas de funcionamento do equipamento comprometeram o monitoramento.
A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informou à Justiça que, após análise, o equipamento apresentava funcionamento regular e não havia indícios de defeito. O órgão ressaltou que os sinais de irregularidade foram investigados e que o monitoramento eletrônico funcionava conforme previsto, o que contradiz a alegação da defesa.
Especialistas em segurança e direito criminal observam que casos como o de Oruam geram debates sobre a eficácia de medidas alternativas à prisão, como tornozeleiras eletrônicas, e sobre os limites da atuação judicial em situações de descumprimento.
O conflito entre a alegação de falha técnica e o relatório da Seap intensifica o impasse, dificultando uma solução rápida.
Enquanto isso, a Polícia Civil continua investigando e buscando localizar Oruam, avaliando possíveis rotas de fuga e contatos do artista. A situação o coloca em destaque e torna o caso um dos mais comentados do cenário musical e judicial do Rio de Janeiro, com grande repercussão nas mídias sociais e veículos de comunicação.
Autor(a):
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.