O governo federal anunciou nesta segunda-feira (30) um novo decreto que detalha o congelamento de R$ 1,6 bilhão provenientes do Orçamento de 2026. A medida, anunciada na semana passada, visa preservar os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), conforme divulgado pelo Ministério do Planejamento e Orçamento.
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O decreto estabelece um controle mais rigoroso sobre a distribuição dos recursos, buscando alinhar os gastos com a arrecadação e evitar desequilíbrios nas contas públicas.
A maior parte do valor bloqueado, R$ 1,26 bilhão, impacta despesas discricionárias do Poder Executivo, classificadas como RP2. Essa categoria engloba gastos não obrigatórios, excluindo os investimentos diretamente relacionados ao PAC. Uma parcela significativa, R$ 334 milhões, recai sobre emendas parlamentares, seguindo as diretrizes estabelecidas pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, incluindo emendas impositivas.
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Além do congelamento, o decreto mantém o mecanismo de faseamento de empenho, que limita a autorização de despesas ao longo do ano. Essa estratégia impõe uma restrição de até R$ 42,9 bilhões nos gastos discricionários até novembro, permitindo ajustes conforme a arrecadação e as necessidades do governo.
Os limites de empenho serão liberados em etapas, com prazos definidos para maio, novembro e dezembro, acompanhando os ciclos de reavaliação fiscal.
Os cortes orçamentários atingem diversas áreas do governo, com maior impacto nos Ministérios dos Transportes (R$ 476,7 milhões) e do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte (R$ 131 milhões). O Ministério da Agricultura e Pecuária também recebeu uma redução de R$ 124,1 milhões, enquanto o Ministério da Fazenda e o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional registraram cortes de R$ 100 milhões e R$ 101 milhões, respectivamente. Áreas como saúde e educação não sofreram impacto direto nesse bloqueio.
O governo federal enfatiza que a execução orçamentária será monitorada continuamente, com a possibilidade de novos ajustes para garantir o cumprimento da meta fiscal de 2026. Os órgãos federais têm até 7 de abril para indicar quais programações serão efetivamente bloqueadas, seguindo as regras específicas para as emendas parlamentares.
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Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.
